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Lourival soldado cristão

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Dias Escuros para a Congregação Cristã no Brasil

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Dias Escuros para a Congregação Cristã no Brasil

Mensagem por Lourival soldado cristão em 18th Março 2012, 3:25 pm


Como Devo Crer na Trindade?









Uma
das atividades mais delicadas da teologia cristã é tentar explicar de
forma clara e objetiva o conceito ortodoxo da divindade. Ainda nos
primeiros séculos surgiram inúmeras controvérsias que ameaçaram a
crença no Deus trino. A primeira grande afronta à doutrina da Trindade
foi o que conhecemos hoje como Unicismo, levado à emergência pelo teólogo Sabélio em cerca de 215 a.D.

O Unicismo
consiste na crença de que Deus se aprensentou na história de três
formas distintas, e não em três pessoas. Sendo assim, acredita-se que
Deus Pai encarnou-se no ventre de Maria, sofreu na cruz sendo Pai e o
mesmo Pai vive hoje como Espírito Santo na vida dos crentes e da
Igreja. O problema desta doutrina está em negar (mesmo
inconcientemente) que Deus enviou Seu Filho Unigênito, e que este por
sua vez enviou o Espírito Santo Consolador. O problema está também em
negar a submissão do ministério humano de Jesus em relação ao Pai e,
conseqüentemente negar que Jesus se fez como um de nós, pois teria
sofrido como Deus e não como homem, enfraquecendo assim o valor do
sacrifício vicário na cruz do Calvário.

Outra
grande afronta à doutrina da Trindade foi a controvérisa do bispo
Ário, no quarto século, que ficou conhecida como Unitarismo.

O Unitarismo:
Ário pregava que a única essência verdadeira de Deus é o Pai. Ele
afirmava que houve um tempo em que Jesus nunca existiu e que seria,
portanto, uma criatura de Deus Pai, não sendo merecedor de adoração.
Esta doutrina esteve ausente dos holofotes do cenário cristão durante
muitos séculos, ganhando maior vigor nos últimos tempos através de
Charles Taze Russell, idealizador da organização das Testemunhas de
Jeová.

A Doutrina da Trindade
é mal compreendida e, por incrível que pareça, mal explicada pela
maioria dos cristãos trinitarianos. Existe uma dificuldade muito grande,
mesmo por parte dos que crêem neste ensinamento, de compreender como
pode um único Deus co-existir em três pessoas distintas. Meu interesse
neste artigo é esclarecer de forma breve e objetiva quais são as
principais dificuldades da doutrina da Trindade e como superá-las à luz
da Bíblia.



1. Deus é Um.
Não podemos negar a unidade de Deus. A doutrina da Trindade consiste
na fé em um único Deus eterno e capaz de ser, em sua inteireza,
composto por três pessoas co-iguais: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

2. É necessário distiguir Trindade de triteísmo.
O Senhor diz claramente que não admite que tenhamos outros deuses
diante dele (Ex 20:3). Ao afirmar que cremos que as três pessoas da
Trindade são plenamente Deus, devemos ter o cuidado de não dividí-las,
fazer de cada uma delas um indivíduo. A palavra trindade deriva de trino (que consiste de três) e não devemos confundir trino com triplo,
pois o primeiro é um singular composto por três, enquanto o segundo é
simplesmente um plural de três singulares. Se atribuirmos diferentes
autoridades e dignidades a cada uma das pessoas da trindade, ou fizermos
distinção de seus poderes afirmando que um é Todo-Poderoso e os outros
dois não, estaremos crendo sim em três deuses diferentes, isto
constituiria uma tríade, e não uma trindade.


A
impossibilidade de um indivíduo ser ao mesmo tempo três pessoas
dificulta a compreensão desta doutrina, justamente pelo fato de a
palavra indivíduo significar indivisível por dois. Esta
impossibilidade, no entanto, não ameaça a consistência da doutrina da
Trindade, pois estar em todos os lugares ao mesmo tempo, saber todas as
coisas sem nenhuma restrição e produzir vida também são coisas
impossíveis e incompreensíveis, mas universalmente aceitas como
atributos verdadeiros do Deus verdadeiro, que é capaz de tudo isto e
ainda ser um único Deus composto de três pessoas.


3. O Filho Gerado.
O Verbo de Deus estava presente na criação como Criador. Ele estava com
Deus no princípio e ali o Verbo era Deus (Jo 1:1). A Bíblia diz que todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
As promessas messiânicas afirmavam que nasceria de uma virgem um menino
chamado Deus Forte e Pai Eterno (Is 7:14; 9:6). Quando as promessas
estavam por se cumprir, o anjo Gabriel visitou Maria virgem, e disse
estas palavras: "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude
do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que
de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." O evangelho de
João nos diz que no princípio era o Verbo (não que no princípio era o
Filho), e que este Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ele já era
Deus no princípio e se esvaziou de toda a sua glória, fazendo-se
semelhante aos homens (Fp 2:7). Não é correto acreditar que num
determinado momento o Verbo não existisse, sendo a partir daí trazido à
existência pelo Pai que o gerou. O Filho foi gerado no ventre de Maria
para nascer como um de nós, mas ant
es
da encarnação ele já era o Verbo Eterno de Deus, co-existente
e co-igual ao Pai. Também não é correto afirmar que o Filho é um Deus
menor. Uma interpretação equivocada das palavras de Jesus em João 10:29,
13:16 e 14:28 leva alguns a crer que Jesus ocupa ainda hoje uma posição
submissa ao Pai. Nestes textos Jesus diz: "o Pai é maior do que eu".
Mas lendo paralelamente Lc 22:27 percebemos que Jesus está dizendo a
seus discípulos que entre eles, Jesus era o menor. A correta exegese
destes textos conclui que Jesus ensina a preferirmos em honra uns aos
outros, em vez de nossa própria honra, pois ele como homem deu maior
honra a seus discípulos, inclusive lhes lavando os pés, e ainda como
homem afirmava que o Pai é maior que ele.


4. O Primeiro e o Último.
Tanto Deus Pai quanto o Deus Filho são citados na Bíblia como sendo o
primeiro e o último. Esta expressão afirma que nunca houve ninguém antes
dele e ninguém viverá num tempo posterior ao dele. Isaías 44:6 e 48:12
atribuem a Yahweh (O SENHOR) o título de Primeiro e Último, enquanto
Apocalipse 1:7, 1:11, 2:8 e 22:13 chamam ao Filho de Primeiro e Último.
Estamos sim, falando de um único Deus, mas de duas pessoas distintas.


5. A Personalidade do Espírito Santo.
O Espírito Santo não é apenas a força de Deus agindo, mas o próprio
Deus agindo pessoalmente na terceira pessoa da Trindade. Os termos
"primeira", "segunda" e "terceira" pessoa não denotam hierarquia ou
primazia entre as pessoas da Trindade, mas a ordem na qual Deus se
revelou aos homens cronologicamente. A primeira pessoa da Trindade se
revelou no Antigo Testamento como Yahweh Tsabaot (Senhor dos
Exércitos, ou Jeová dos Exércitos), varão de guerra, Criador e Dominador
de toda a terra, um Deus que tinha o povo de Israel em predileção e
que detestava as outras nações. No Novo Testamento revela-se a segunda
pessoa da Trindade, quando temos o cumprimento da promessa de Is 9:6 que
predisse o nascimento de um menino que seria chamado Deus Forte e Pai
da Eternidade. A Palavra de Deus fez-se carne revelando aos homens que
Deus reconciliaria consigo mesmo todas as nações da terra através de um
sacrifício perfeito e perpétuo. Quando Jesus está prestes a seguir o
caminho do Calvário, prometeu que iria, mas enviaria o Espírito Santo
Consolador, e que este daria testemunho de Cristo e ajudaria os crentes a
viver de acordo com os propósitos do Evangelho. O Espírito Santo é Deus
agindo de forma pessoal, e não uma força agindo a serviço de Deus. A
personalidade do Espírito Santo está evidenciada nos atributos de
caráter pessoal que a Bíblia confessa.

O
Espírito Santo se entristece (Ef 4:30), ensina (Lc 12:12), revela
coisas ocultas (Lc 2:26), testemunha acerca de Cristo e das palavras de
Deus (Hb 10:15, I Jo 5:6-8, Rm 8:16, Jo 15:26 etc.), faz o crente se
lembrar dos ensinamentos de Jesus (Jo 14:26), contende com o homem e
procura convencê-lo de seus erros (Gn 6:3).

6. As relações interpessoais de Deus na Trindade. Na criação, disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança" (Gn 1:26). No batismo no rio Jordão, Jesus estava nas
águas, o céu se abriu, Deus do céu falou com os homens na terra, e o
Espírito Santo desceu em forma de uma pomba (Mt 3:17). Estêvão viu os
céus abertos e Jesus ao lado do Pai (At 7:55). João viu na sala do trono
um Ancião de Dias e um Cordeiro que havia sido morto e reviveu e que
tem o Espírito séptuplo que havia sido enviado por toda a terra (Ap
5:6). Além destas citações onde aparecem juntas as pessoas da Trindade
distintas, temos os exemplos de Jesus orando ao Pai, dizendo que o
Espírito Santo era sobre ele, e que enviaria o Espírito Santo para ser o
ajudador da Igreja.



Biblicamente,
não é possível crer que Deus haja apenas se manifestado de três formas
distintas nem que haja mais de um Deus na divindade, mas é certo e
bíblico que o nosso Deus é Um, eterno e subsistente em três pessoas
co-iguais, cuja essência e dignidade não podem ser divididas. Pai, Filho
e Espírito Santo são as pessoas do único Deus Verdadeiro.



Marcelo Reis.http://blogverboeterno.blogspot.com.br/2011/07/como-devo-crer-na-trindade.html

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