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A natureza da Igreja, a questão dos sem igrejas e as denominações

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A natureza da Igreja, a questão dos sem igrejas e as denominações

Mensagem por Lourival soldado cristão em 3rd Maio 2012, 7:43 pm

todos os conselhos pastorais da face da Terra!

Com a ascensão e a exploração do culto a personalidade que vemos hoje em
muitas denominações, parece que a maioria dos evangélicos estão
acreditando que somente o denominado pastor local tem acesso a Deus -
estão sendo ensinados a serem apenas cristãos nominais, sem nenhum
compromisso e responsabilidades diretas para com esse mesmo Deus que
afirmam acreditar! Estão sendo ensinados a depender de homens - isso já
faz parte do catolicismo a muito tempo e tem se achegado também no seio
denominacional evangélico! Um absurdo antibíblico atrás do outro!

Concordo com Dave Hunt quando o mesmo afirma: "Cristo é a cabeça do
corpo, que é, portanto, por Ele dirigido e não por um sacerdócio ou
qualquer outra hierarquia de homens em sedes na terra. A sede da Igreja
está nos céus. No entanto, as denominações (e demais seitas) de hoje têm
as suas sedes e as suas tradições e tornaram-se em organizações, ao
invés de se contentarem em fazer parte do organismo, o corpo de Cristo."
(Artigo "Eu edificarei a minha igreja" - veja aqui)

Existe chamado divino e vocações individuais/pessoal para liderança de
determinados grupos de crentes cristãos? Creio que sim, houve coisa
parecida nos tempos do Novo Testamento (cf. Atos 6), entretanto, essa
liderança deve ser humilde e dentro dos parâmetros bíblico geral, ela
não é especial e nem melhor que ninguém, ainda é e sempre será humana,
limitada e também erra muito mais devido a sua posição e exposição. O
contrário disso tudo, é liderança falsa, interesseira/oportunista e
arbitrária! Boa parte da liderança evangélica (muito mercantilista para
variar) dos nossos dias deveriam prestar maiores atenções (considerar)
no texto de Mateus 23! Parece que a liderança organizacional hodierna em
geral tem sido diferente daquela almejada e ensinada por Jesus e que
ele delegou aos seus primeiros discípulos! (Recomendo o livro da Editora
ABU "Abuso Espiritual" - todo pastor/padre/líder atual seria bom
ler e reconhecer as lições de tal material!) Muita coisa poderia mudar
para melhor se a liderança denominacional não ficasse pousando de
superior e indispensável a todo momento!

Vejam mais; creio que todo crente deve buscar o nível/os dons (igual a
um líder eficaz) descrito em Efésios 4.11, pois nesse texto também deve
ser considerarado os versos de 12 à 16 do mesmo capítulo ("até que todos cheguemos a unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito..." ARC).
É sério, eu ecredito que todos devem ser no nível de um pastor,
apóstolo, evangelista, mestre e doutor - e buscar isso a todo tempo! Não
no sentido substantivo/de títulos e cargos eclesiásticos, mas no
sentido adjetivo/de prática - de conhecimento bíblico/teológico, de
comunhão com Deus, de serviço evangelístico/missionário, de capelânia,
contribuição social, política, etc, tudo em prol da obra do Reino de
Deus e seus postulados cristãos! Isso não significa que todos
conseguirão, todavia, esse deve ser o objetivo de todo cristão que se
prese! Há quem diga que neste texto de Efésios 4.11 Paulo se refere aos
que servem a Igreja em geral (espiritual/universal), pois os termos
bispo, presbítero e diácono não aparecem. (Essas nomenclaturas são
entendidas como de serviço local - e que também possuem o sentido
adjetivo de serviço sagrado nos textos bíblicos e não o sentido
substantivista de cargos/títulos eclesiásticos visto na maioria das
denominações - p.x. um apóstolo significa um mensageiro enviado e não um
superior hierárquico do governo da igreja) Parece que este texto quer
nos ensinar mais do que comumente ouvimos dizer nas denominações - aonde
poucos trabalham e a maioria fica apenas acompanhando de longe (para
ser mais específico, dos bancos), ignorando/ deixando de ser um cristão
completo!

Sendo assim, em relação a ministração das ordenanças, onde se crê
popularmente que somente líderes ordenados podem ministrá-las, vemos
que, sendo cada cristão incumbido de responsabilidade sacerdotal, está
apto para essas duas tarefas! Creio que pode haver batismos e ceia em
grupos paradenominacionais não institucionalizado (caseiro, familiar,
celular - como queiram chamar!) sem nenhum problema, desde que pautados
na doutrina bíblica! Alguém muito bem lembrou a respeito de crentes
cristãos em países de intensa e estatal perseguições (na janela 10X40
por exemplo)! Como fica o cristianismo dessas pessoas sem denominações
oficiais/legalizadas? Será que todo missionário é ministro ordenado?
Talvez nem todos! Quem vai orar sobre a água, o pão e o vinho para eles?
Eles não terão acesso a Cristo sem formalidades cerimoniais? Aliás,
talvez o que mais tenha atrapalhado o cristianismo prático/existêncial
ocidental depois da era patrística foi a institucionalização geral da
Igreja, ou seja, a fé simples vivida pelos cristãos dos III primeiros
séculos foi transformada em um bocado de práticas cerimoniais, tudo
praticamente foi ritualizado e a Reforma Protestante não foi capaz de
conter isso! Ora, o cristianismo da Bíblia é um estilo de vida e deve
ser o status quo de todo aquele que crê e não só formalidades
cerimoniais! É muito triste ver que praticamente tudo é visto como
cerimonia no meio das denominações!

Portanto, o dever de ministrar/orar deve ser autóctone e idiossincrático
sem dúvidas, pois o valor do batismo e da ceia memorial não depende de
quem ministra/ora e sim da pessoa crente que a recebe! Sem a fé leal e
legitima do batizante ou ceiante nem mesmo o líder mais santo e
carismático do mundo poderia resolver alguma coisa para o tal cético! Do
contrário, qualquer um poderia alcançar o céu/a ressurreição/a salvação
sem a condição unica/necessária descrita em João 11.25,26; 14.1;
Efésios 2.8,9; Hebreus 11.6 (a fé correta), bastaria alguém muito
"santo/crente" dar isso a quem lhe pedisse! Parece que muitos tem
acreditado em um tipo de simonia sacramentista (Cf. At 8.18-24), mas
graças ao Novo Testamento isso é um erro grave e nós não acreditamos em
cerimonialismo com os símbolos cristãos, isto quer dizer que todo aquele
que crê pode praticá-los livremente sem nenhuma tutela institucional -
em um culto caseiro/familiar por exemplo!

Do outro lado do exagero há aqueles que por terem (talvez) sofrido algum
revés dentro de uma denominação qualquér (nunca foi o meu caso)
esbravejam no generalismo desproporcional (pois ninguém é onisciente
para usar o termo "todos" - universalizando seus juízos nesse contexto!)
afirmando que todos os crentes de igrejas denominacionais não prestam,
que são hipócritas, que a liderança é corrupta e tudo mais. Rebato no
mesmo tom, também não é por ai! Tudo isso também pode haver em qualquer
forma de ajuntamentos/grupos de qualquer natureza - até dentro de uma
família de três pessoas (pai, mãe e filho(a)) pode acontecer! Dá mesma
forma que não é necessário participar de uma organização/ denominação
cristã para ser verdadeiramente um cristão (pois também existem falsos
crentes dentro de denominações - o famoso joio como já observado, não é
mesmo?), também não há nenhum problema em participar de uma (ser membro
oficial de carteirinha e tudo mais), se assim a pessoa desejar, desde
que essa denominação represente genuinamente o evangelho do NT -
principalmente em seus ensinos fundamentais! (Vejam na segunda parte -
próximo post - algumas dicas em relação a isso)

O texto de Mateus 18.20 "onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome"
também serve para quem se reune em denominações! Não há como negar que
Jesus fala de reunião de pessoas, entretanto, nada pode ser visto no
texto em relação ao lugar e a forma para isso! Talvez para sanar esta
dúvida podemos nos reportar a João 4.21-24 - não existe lugar específico
para o Onipresente atuar o que importa é uma mente/coração consciente e
cheio de fé, de esperança em Suas promessas e Sua presença - de
verdades bíblicas mesmo! O que importa é a pregação do evangelho genuíno
independente de placas e lugares! Vejam ainda outros textos que ensinam
contra essa discriminação, Lucas 9.49,50; Marcos 9.38-40; Filipenses 1.
15-18 "...Contanto que Cristo seja anunciado de toda maneira,..." foi o que Paulo disse aos Filipenses na referência bíblica - isso não se aplica para esse contexto?!

Também gostaria de responder àqueles que citam o texto de Mateus e
alegam que são individualistas àqueles que não participam de
denominações. Ora, não há dúvidas para mim que a responsabilidade cristã
é a priori individual! Um grupo para ser forte/verdadeiro não é
necessário que seus membros sejam fortes/verdadeiros primeiramente?!
Antes do todo não é necessário a parte?! Vejam que o fato de Jesus ter
prometido sua presença no ajuntar coletivo de no mínimo duas pessoas não
anula nossa individualidade na espiritualidade! Pois Jesus também
prometeu a audiência do Pai quando ensinou que orassemos dentro do nosso
quarto (Cf. Mt 6.6). Até Jesus teve seus lugares secrétos para orar!
(Cf. Mt 14.23) Deus é onipresente/onisciente, nossa comunhão íntima com
Ele também é apreciada! Outra coisa, o fato de não se participar de um
grupo formal não significa que vivemos uma fé autônoma/ sózinha/isolado -
também pode-se ter amigos/irmãos de fé em outras localidades, ou seja,
comunhão (e adoração também) não é só dentro de denominações/grupos não
senhores - eu posso orar e adorar a Deus em Cristo em qualquer lugar que
eu queira, pois, igualmente ao batismo e a ceia, isso tudo não depende
necessariamente de lugares e sim da pessoa crente!

O que penso sobre Hebreus 10.25?
Existem ainda àqueles que invocam o texto de Hebreus 10.25 em oposição
àqueles que desistem de participarem de certa localidade denominacional.
Segundo os mesmos o texto é claro, segundo a versão portuguesa mais
usada; "não deixando a nossa congregação..." (ARC). Segundo a NVI; "não deixemos de reunir-nos como igreja...".
Sendo assim, segundo boa parte dos denominacionalistas, as pessoas que
sai de certa igreja local está em desobediência ao texto em lida.
Entretanto, considero que esse texto só é claro quando é considerado de
forma isolada! Como eu não sou um intérprete isolacionista (métodologia
majoritária nos púlpitos atuais) - eu costumo usar de critérios sérios
para interpretar qualquer tipo de texto, principalmente a Bíblia (Vejam O
que penso sobre interpretação - eu posso até errar no entendimento de
um texto, em uma citação, etc, mas eu busco a seriedade nesse campo!),
gostaria de levantar algumas questões e fazer algumas considerações
contextuais referente a esse texto. Creio que algumas perguntinhas é
capaz de desmoronar essa aplicação que se faz nos dias atuais
utilizando-se desse texto de Hebreus, la vão elas:

Qual era a congregação/igreja/denominação de Paulo, de Apolo, de Felipe,
de Pedro ou de João naqueles tempos do Novo Testamento? Qual era a
situação do cristianismo naquele tempo? Vocês evangélicos acreditam
sinseramente que uma pessoa quando abandona a igreja católica, ou a
igreja universal, ou o salão do reino dos testemunhas de jeová, ou a
igreja adventista (todos esses se consideram cristãos, não percam isso
de vista) estão em desobediência a esse texto de Hebreus?

Para mim é claro que tal texto não é adequado para ser aplicado nesse
debate e no contexto histórico atual! Naqueles tempos só existia uma
igreja, ou seja, só existia uma fé cristã/apostólica verdadeira/ nítida a
todos - toda àquela sociedade sabia que somente àqueles que se reuniam
em nome de Jesus eram considerados cristãos (independentemente se de
fato eram), não havia a variedade denominacional e teológica que
perambúla os tempos pós-modernos! Logo, para o escritor de Hebreus,
naqueles tempos predominava a única mensagem cristã, bem diferente da
confusão epistêmica/eclesiástica cristianizada que impera os nossos
dias! Segundo a introdução da NVI "a carta foi endereçada
primordialmente aos judeus convertidos que tinham familiaridade com o AT
e estavam sendo tentados a retornar para o judaísmo ou a judaizar o
evangelho (cf. Gl 2.14)."
(Op. Cit. SP: Vida 2003. pág 2091)
Naqueles tempos abandonar o grupo de cristãos que imperava era o mesmo
que abandonar o único caminho verdadeiro até então conhecido, abandonar a
igreja/congregação era o mesmo que apostatar da fé apostólica original -
coisa que pode ser diferente nos dias de hoje; Um crente pode abandonar
uma congregação e se agregar a outra simplesmente atravessando para o
outro lado da rua! As pessoas podem deixar uma denominação local em
nossos dias por diversos fatores justos/lícitos que o escritor hebraico
não imaginava naquele momento! Talvez deixar a congregação significava
ao escritor hebreu desistir da fé cristã, ou seja, abandonar o
cristianismo - situação que não é compartilhada por muitos sem
denominações que eu conheço, pois eles ainda crêem nos postulados
cristãos! Sendo assim, é difícil aplicar tal texto nos cristãos sem
igrejas/denominações, com excessão de apostasia concreta! (Não deixem de
ler o post/debate, neste mesmo marcador, sobre o texto de Hebreus 10.25
que traz maiores esclarecimentos sobre este texto.)

A Igreja é ...
Bom, elucidado alguns maus entendidos, acho que podemos definir
razoávelmente o que é uma verdadeira igreja - para um bom entendedor
acho que já ficou claro. Não é muito difícil fazer isso quando nos
reportamos a algumas Teologias Sistemáticas (manuais de doutrinas
cristãs) disponíveis, assim como outros tratados que abordam o assunto -
verdadeiras bençãos para nosso conhecimento/ intelecto e que discorem
sobre o termo e o conceito!

A palavra "ekklesia" (traduzido por igreja, congregação, assembleia) é
composta com a preposição "ek" (fora de) e do verbo "kaleo" (chamar).
Logo, ekklesia denotava originalmente um grupo de cidadãos chamados e
reunidos visando um propósito específico. (Teologia Sistemática.
Ed.Stanley Horton. RJ: CPAD 1996. pág 536). Na Grécia antiga tinha
conotação secular (Cf. Dicionário Internacional de Teologia do Novo
Testamento. Vol II, SP: Vida Nova 1982) Todavia, segundo Henry C.
Thiessen, "o Novo Testamento a encheu de conteúdo espíritual, de maneira
que passa a significar um povo chamado para deixar o mundo e as coisas
pecaminosas." (Palestras em Teologia Sistemática. SP: Editora Batista
Regular 1987. pág 292)

No que diz respeito a fé cristã Ekklesia é sempre empregada para as
pessoas e identifica a reunião destas para adorar, aprender e servir ao
Senhor Deus! Ekklesia - Igreja de Deus que está em Cristo! (Cf. 1Ts
2.14) Somente crentes pode estar em Cristo! Rick Nañez elucida
perfeitamente quando diz: "...,o caso do conceito comum de 'igreja'.
Para a maioria de nós, quando pensamos em 'igreja', quase de modo
automático visualizamos uma edificação construída
(ou denominações?) para nos abrigar da chuva. Em contraste, a Bíblia se refere às pessoas (crentes) sempre que faz mensão à palavra." (Pentecostal de Coração e Mente. SP: Vida 2007, pág 58,59)

O significado bíblico de igreja (tanto no seu sentido geral como local)
refere-se primariamente não à instituições e culturas, mas as
pessoas/crentes reconciliadas com Deus mediante a fé na obra salvífica
de Cristo e que pertencem a Ele! (Cf. textos de ekklesia em At 2.47;
15.14; 19.32,41; 1Co 1.2; 11.17; Cl 1.18; Hb12.22,24; Ap 22.17) "Em
seu sentido mais compreensivo, a palavra se refere a todo o corpo de
fiéis, quer no céu , quer na terra, que se uniram ou se unirão a Cristo
como seu Salvador. Este uso da palavra acha-se principalmente nas cartas
de Paulo aos Efésios e aos Colossenses, mais frequentemente na primeira
destas ( Ef 1:22; 3:10,21; 5:23-25,27,32; Cl 1:18,24)."
(Manual de Teologia. Alexandre Z. Baciche. Virtualbooks - em pdf, pág 15) Para Russell Shedd "ekklésia nunca se refere no Novo Testamento a um edifício (muito menos a uma denominação/organização)"
(Bíblia Shedd. SP: Vida Nova 1997, pág 1620, nota de 1Co11.18). Nessa
mesma página Shedd ainda esclarece uma informação importante daqueles
tempos: "Não havia templos (cristão)" (Op. Cit.) As reuniões cristãs primitivas eram nas casas dos crentes! (Cf. At 2.46; Rm 16.5; Cl 4.15)

Tudo bem que o "negócio" progrediu, sem problemas, mas ninguém pode
evocar o original para defender a natureza em si de uma denominação! Até
entre o IV e V século elas não existiam! Digo o IV/V porque,
históricamente, é aqui que nasce a Igreja Católica Romana - para mim
nada mais nada menos que mais uma denominação institucional dentro do
cristianismo que se fragmentou do antigo império romano. No ano 1054
veio oficialmente a Igreja Ortodoxa (grega/russa de hoje). E no século
XVI, com a Reforma Protestante alemã, suiça e dos países baixos, começam
as denominações evangélicas propriamente ditas! Portanto, quando se diz
que a Igreja Católica foi a primeira igreja cristã, só se for no
sentido institucional/denominacional, pois, em matéria de fé e prática,
já existiam antes cristãos muito diferentes do que o Vaticano e seus
teólogos tem ensinado!

Todo este bojo de ekklesia pode ser representado por uma organização
denominacional? Claro que pode, por quê? Porque lá dentro podem
existirem esses membros vivos e fiéis, entretanto, isso nem de longe
significa que só lá dentro possam existir! Aliás, parece que Agostinho
disse referindo-se a igreja visível que "Muitas ovelhas estão fora, e muitos lobos estão dentro."
(citado por Calvino em Institutas 4.1.8 pág 34 - livro VI, em pdf)
Realmente Agostinho foi mestre em dizer muito com poucas palavras!

Para Myer Pearlman o uso da ilustração "corpo" para caracterizar a igreja (Col 1.24) "faz
lembrar que a igreja é um organismo e não meramente uma organização.
[...] Um organismo é qualquer coisa viva, que se desenvolve pela vida
inerente."
(Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. SP: Vida 2005. pág
216) Você pode ter conhecido a fé cristã dentro de uma igreja
denominacional, tudo bem, mas para participar dela com eficácia você
deve se tornar uma igreja/organismo, isto é, um crente em Cristo e não o
contrário. "A Igreja de Cristo não é uma simples organização; e, sim:
um organismo vivo que, no poder do Espírito Santo, manisfesta o Reino de
Deus a um mundo que jaz no maligno." (Lições Bíblicas 4ºTrimestre de
2006. RJ: CPAD. pág 69)

Segundo Waine Grudem, "A igreja é a comunidadede de todos os cristãos
de todos os tempos. Essa definição compreende que a igreja é feita de
todos os verdadeiramente salvos."
(Teologia Sistemática Atual e
Exaustiva. SP: Vida Nova 1999. pág 715) O mesmo cita Ef 5.25 para
biblificar sua definição e conclue que "Isso, porém, inclui todos os verdadeiros cristãos de todos os tempos, [...].(Ef 1.22,23)"
(Op. Cit.) O mesmo diz na página seguinte que a igreja é invisível
porque não podemos ver a condição espiritual do coração de ninguém. "A igreja invisível é a igreja como Deus a vê" (Op.
Cit. pág 716) Só O Onisciente conhece as verdadeiras intenções de um
ser pensante/responsável por suas escolhas, daí só Deus sabe quem
realmente tem comprometimento! A verdadeira Igreja é a Igreja incógnita pela qual se referiu Calvino! (Institutas - Livro 4, pág 25 em pdf)

Apesar de vermos Grudem também discorrer sobre a igreja visível que segundo o mesmo "é aquela como os cristãos a vêem na terra" (Op.
Cit. pág 717), é fato esse aspécto da igreja local, inclusive
encaixa-se aqui as organizações e denominações cristãs, o mesmo informa
na página 718 que "Não devemos cometer o erro de dizer que somente
uma igreja que se reúne em casas expressa a verdadeira natureza da
igreja, nem que apenas uma igreja do nível de uma cidade pode
corretamente ser chamada de igreja, nem que só a igreja universal pode
ser chamada apropriadamente pelo nome de 'igreja'. Pelo contrário, a
comunidade do povo de Deus vista em qualquer nível pode ser corretamente
chamada de igreja."
(Op. Cit. grifo nosso) Vemos aqui que Grudem
reza a igualdade de todos aqueles que crêem, independente de formas,
prédios e lugares, sendo assim todos são iguais - aqui eu estou com ele!

Na página 724, citando o reformador Calvino, Grudem afirma que: "Onde
quer que ouçamos a Palavra de Deus puramente pregada e ouvida, e os
sacramentos ministrados conforme instituido por Cristo, ali, e não se
deve duvidar, existe uma igreja de Deus."
E conclui: "...se um
grupo de estudo bíblico local começa a batizar os seus próprios novos
convertidos e participar da ceia do Senhor, isso mostra a intenção de
funcionar como igreja, e seria difícil dizer porque o grupo não deveria
ser considerado uma igreja."
(grifos nossos) O que Grudem afirma não é o mesmo que Paulo parece afirmar em Filipenses 1.15-18? Para mim não há dúvidas!

Vejamos o que afirma o Rev. Carlos A C Fernandes em artigo que tratava
das marcas da Igreja no site oficial de uma denominação histórica: "A
primeira destas marcas da Igreja é que ela não é múltipla, mas uma
única Igreja, ela é Igreja UNA. Só existe uma Igreja: a Igreja de Jesus
Cristo, ou a Igreja Cristã. A Igreja tem por marca a sua singularidade. Isso
significa que as igrejas que conhecemos, com nomes variados (romana,
grega, anglicana, luterana, presbiteriana, batista, metodista...)
são denominações e não Igreja,
no sentido teológico do termo e que, por isso, não são objetos de nossa
fé. Ninguém deve crer na igreja católica, ortodoxa, episcopal etc."
(Cf. aqui -
grifo nosso) E eu prossigo um pouco mais: Assembléia, Congregação,
Deus é Amor, Universal/Iurd, Mundial, Internacional, Global, Fenomenal,
al, al, al, etc, etc e tal (risos), e tenha o nome que tiver, não devem
ser o foco primordial de nossa fé! Estou plenamente de acordo com tal
reverendo!

Meu objetivo não é destruir o fator denominacional dentro do
cristianismo moderno, não, mas corrigir os exageros. Alguém pode até
afirmar que sou um antidenominacional, mas não é o caso! Eu não vim aqui
dizer que adorar a Deus em um templo denominacional é errado, não, mas
refutar àqueles que pensam e insistem que só a adoração em um templo é
que vale para Deus! Não há apoio nas Escrituras e nem na história cristã
primitiva para esse tipo de crença! Esse tipo de pensamento é
influência da romanização (entenda atualmente por catolização ou
vaticanização) do cristianismo no decorrer do período da Idade Média! A
minha ênfase maior em combater os denominacionalistas é porque vejo que
eles são os que mais propagam os erros conceituais mais correntes e que,
os cristãos sem denominações (o meu caso no momento), é os que mais tem
sido discriminados neste debate!
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Re: A natureza da Igreja, a questão dos sem igrejas e as denominações

Mensagem por Lourival soldado cristão em 3rd Maio 2012, 7:43 pm

Conclusão
É errôneo exaltar qualquér denominação, até porque a denominação em si,
seja ela qual for, não pode salvar nem condenar ninguém! A salvação/
redenção final (o maior objetivo do cristão neste mundo caído) está
arraigada na fé e no compromisso pessoal com o Deus Salvador Jesus
Cristo - por toda Bíblia pode se perceber o ensino de que a salvação e a
responsabilidade é individual e em essência não depende de qualquer
grupo organizacional religioso! (Cf. Dt 24.16; Ez 18.4,20; Mt 12.36,37;
Lc 16.2; Rm 10.9,13; 14.11,12; 1Co 11.28; 2Co 13.5; Gl 6.4-8; 1Tm 2.4)

Não é por meio da fé que a pessoa/indivíduo deposita no Deus que salva
gratuitamente pelo seu Filho Jesus Cristo que somos justificados/aceitos
por Deus Pai?! (Cf. Lc 7.50; Mc 2.5; Jo 3.16,18,36; 4.42; 5.24;
6.68,69; 11.40; 12.44-46; 20.29-31; Rm 1.5,6; 8.24; 10.8,9; Ef 2.8; Gl
2.16; Hb 11.6). Com toda certeza!!! O Agente da salvação é o próprio
Deus, só Ele pode salvar em todos os sentidos!!! (Cf. Sl 62; Is 43.11;
45.17,21; Jn 2.9; Mt 1.21; 18.11; Jo 14.6; At 4.12; Rm 1.16; 3.21-23;
4.16; 5.1,2,9,15; 6.23; 11.6; Ef 1.5-7; 1Tm 2.3-7; Tt 2.11; 3.6,7; Hb
7.25).

Muito bem enfatizou Dave Hunt: "A Igreja não é um veículo de
salvação. Crer que ela o seja constitui-se em erro crucial, e a maioria
das seitas assim o afirma, como os mórmons e católicos romanos. Pois,
para eles, é através da sua igreja que vem a salvação. Na realidade, a
salvação é para os que estão fora da Igreja e só, então, poderá alguém
tornar-se parte dela."
(Op. Cit.)

A igreja (como grupo organizacional/denominacional) pode até levar a
pessoa a esta fé, mas não pode por si mesma (por ser mais certa ou
errada em algum aspécto) conceder salvação a quem quér que seja! Muito
bem concluiu Hermes Fernandes que "As estruturas denominacionais
servem como andaimes usados na construção da genuína Igreja. Depois que
esta estiver pronta, de nada servirão aquelas. Foram feitas pra acabar."
(em "Desigrejados sim, desviados não!" no blog Genizah)

Tudo isso se dá pelo fato de que "O Deus vivo não está confinado a um
templo, nem a uma instituição, nem a determinada estrutura de religião:
o lugar eminente do seu agir é a história e a vida"
(Nota de Isaías
45.1-7 da Bíblia Sagrada Edição Pastoral. SP: Paulus 1990. pág 988.
Aprovada pela CNBB. Vejam ainda as ideias paralelas de 1Rs 8.27; Mt
18.20; At 7.48-50!) Vejam só, uma literatura católica romana afirmando
tal verdade, é até difícil de acreditar, entretanto, devo concordar,
pois anunciou uma verdade, a verdade afirmada por Hunt! Deus ajude que
Roma um dia possa entender isso!

Portanto, analisados os fatos e as informações/reflexões vistas ao longo
deste estudo eu só posso concluir que tanto dentro como fora de uma
denominação cristã pode existir cristianismo verdadeiro sem nenhum
problema, desde que se esteja pautado na Sagrada Escritura - a Bíblia - A
maior autoridade para a fé e a prática cristã autêntica, porque a Igreja é a pessoa que crê e não uma estrutura organizacional!
Você pode reconhecer um crente/cristão genuíno/honesto/ verdadeiro
(ou/falso/hipócrita também) não pela denominação que congrega, mas pela
vida bíblica que vive e crê, pois cristianismo verdadeiro é sinônimo de
Bíblia Sagrada - o famoso fruto dito por Jesus! (Cf. Mt 7.15-20)

Termino novamente apelando a Hunt que diz: "Sendo assim, em amor para
com o Noivo e desejosos de vê-lO face a face, menos ocupados com as
coisas terrenas, não seguindo homens ou organizações, vivamos para a
eternidade. Pela fé, agradeçamos a Cristo, permitindo-Lhe, como Cabeça
da Igreja, alimentar-nos, suster-nos, dirigir-nos e viver a Sua vida
através de nós para a Sua glória."
(Op. Cit.)

Vamos acordar Igreja e sermos realmente igrejas - igrejas de verdade!!! Amém!!!

Fiquem a vontade para comentários, críticas, elogios, sugestões, etc! E
não deixe de ler a II parte deste estudo/tema onde eu debato a questão
com um propenso denominacionalista que me acusa de desviado.

Abraços
Orlandohttp://souteologico.blogspot.com.br/2011/05/natureza-da-igreja-questao-dos-sem.html
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Lourival soldado cristão

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Re: A natureza da Igreja, a questão dos sem igrejas e as denominações

Mensagem por RENATO em 4th Maio 2012, 3:02 pm

As denominações foram criadas por homens, cuja finalidade é fazer com que as pessoas se sujeitem a estatutos e ensinamentos que em vez de visar à salvação das almas, ou seja, conduzir as pessoas aos ensinamentos de Cristo, na verdade busca apenas criar um grupo de pessoas submissas a determinadas lideranças de homens.

O poder dessas lideranças é tão prazeroso em ter sobre a sua tutela grupos de pessoas, que muitos líderes apesar de dizerem que não há vantagem ou mesmo proveito algum em ocupar uma determinada posição de liderança, são na verdade capazes de utilizarem de todas as suas forças e também de todas as artimanhas possíveis para se sustentarem na posição de líder.

Ora se o foco e a finalidade dessas denominações fossem realmente a pregação do evangelho de Cristo, elas estariam preocupadas apenas em formarem discípulos de Cristo, segundo a medida de fé que é dada a cada um, e não preocupadas em tutelar as pessoas debaixo de ensinamentos e preceitos onde a fidelidade a denominação está acima de tudo.

O servo de Cristo tem compromisso com Cristo, enquanto o servo da denominação tem compromisso com a denominação.
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RENATO

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Re: A natureza da Igreja, a questão dos sem igrejas e as denominações

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