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Os sintomas do fanatismo, Religioso ou Politico.

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Os sintomas do fanatismo, Religioso ou Politico.

Mensagem por Lourival soldado cristão em 3rd Agosto 2012, 4:48 pm


Os sintomas do fanatismo, Religioso ou Politico.








"O diabo empalidece comparado a quem dispõe de uma única verdade" (Emil Cioran)
“... todos os crentes parecem escandalosos e indiscretos: procura evitá-los" (Nietzsche).


Em nossa época, supostamente dominada pela ciência e pela
tecnologia, o fanatismo parece ser uma reação made in recalcado do
inconsciente da humanidade. Fanatismo, vem do latim fanaticus, quer
dizer "o que pertence a um templo", fanum. O indivíduo fanático ocupa o
lugar de escravo diante do senhor absoluto, que, pode ser uma divindade,
um líder mundano, uma causa suprema ou uma fé cega. O fanatismo é
alimentado por um sistema de crenças absolutas e irracionais que visa
servir à um ser poderoso empenhado na luta contra o Mal. Ou seja, o
fanático acha que pode exorcizar pessoas e coisas supostamente possuídas
pelo demônio" , "combater as forças do Mal" ou "salvar a humanidade" do
caos.

Tendo
origem no dogma religioso, o fanatismo não se restringe a esse campo
único; existe fanatismo por uma raça, um time de futebol, por um partido
político, sobretudo por ideologias revolucionárias quando extrapolam a
dimensão racional, sentindo-se guiada pela "fantasia da escolha
divina". Foi fanatismo religioso que fez muitos seguirem Jin Jones
(Templo do Povo), Asahara (Verdade suprema), David Koresh (Ramo
davidiano), Jo Dimambro (Templo Solar) e tantos outros místicos ou
charlatães que terminaram causando tragédias coletivas, noticiadas no
mundo todo. A história conheceu também os histerismos coletivos da "caça
as bruxas", a perseguição aos negros, índios, comunistas, homossexuais,
prostitutas. O movimento da Jihad islâmica contra os "infiéis do
ocidente" e a "guerra aos terroristas" do ocidente cristão, demonstram
que o fanatismo está vivo e atuante em nossa época supostamente
"científica" e "tecnológica". Precisamos admitir que, a história da
humanidade é também a história dos vários fanatismos dominando grupos
humanos, sempre com consequências trágicas. Esse pedaço da história
renegado nos causa vergonha, medo e sinalizam alertas para possíveis
efeitos negativos no rumo da civilização.


Como disse, o fanatismo atua para além do efeito religioso, mas não
extrapola ao campo ideológico como um todo. Há fanatismo entre crentes
de todo o tipo, do menos ao mais irracional. Mas, não existe fanatismo
racional, em que pese o fato de um certo tipo de razão (instrumental,
cínica, etc) também ter cometidos os seus desatinos e crimes . Assim,
para o fanático religioso, não basta adorar um Deus visto como Senhor
absoluto, é necessário ser soldado dele na terra, lutar pela causa
superior, pregar, exorcizar, forçar os "infiéis" ou "divergentes" à
conversão absoluta, à qualquer preço. O fanático está sempre disposto a
dar provas do quanto sua causa suprema vale mais do que as próprias
vidas: dele, de sua família ou mesmo de toda a humanidade. Ele mata por
uma idéia e igualmente morre por ela.



Os sintomas do fanatismo

Os sintomas do fanatismo, em grupo, são: orações, privações,
peregrinações, jejum, discursos monológicos e martírios que podem
terminar com o sacrifício da própria vida visando salvar o mundo das
"trevas" ou do que ele entende ser "o mal" .


O fanático não fala, faz discursos; é portador de discursos prontos
cujo efeito é a pregação de fundo religioso ou a inculcação política de
idéias que poderá vir a se tornar ato agressivo ou violento, tomado
sempre como revelação da "ira de Deus" ou "a inevitável marcha da
história" ou, ainda, a suposta "superioridade de uns sobre os demais".
Faz discursos e não fala, porque enquanto a fala é assumida pelo sujeito
disposto ao exercício do diálogo, da dialética, do discernimento da
verdade, os discursos - especialmente o discurso fanático - fazem sumir
os sujeitos para que todos virem meros objetos de um desejo divinizado;
servir ao desejo divino e à produção da repetição de algo já pronto,
onde o retorno do recalcado do sujeito faz do Eu (ego) um porta-voz de
um sistema de crenças moralistas carregado de ódio em relação ao suposto
inimigo ou adversário que precisa ser destruído para reinar o
Bem.


Os textos sagrados, tomados literalmente, fornecem a sustentação
"teórica" do discurso fundamentalista religioso; com ele, o indivíduo
acredita, a priori, estar de posse de toda a verdade e por isso não se
dá ao trabalho de levantar possíveis dúvidas, como confrontar com outro
ponto de vista, ou desvelar outro sentido de interpretação, ou ainda,
contextualizá-lo, etc. O fanático tem certeza e isso lhe basta. Creio
porque é absurdo, já dizia Tertuliano. Certeza para ele é igual a
verdade. (Segundo Popper, no campo científico, a certeza nada vale
porque é "raramente objetiva: geralmente não passa de um forte
sentimento de confiança, ou convicção, embora baseada em conhecimento
insuficiente", já a verdade tem estatuto de objetividade, na medida em
que "consiste na correspondência aos factos", na possibilidade da
discussão racional com sentido de comprovação. (Popper, 1988, p. 48).


O problema da religião não é a paixão "fé", mas a inquestionalidade de
seu método. O método de qualquer religião traz uma certeza divulgada em
forma de monólogo, jamais de diálogo ou debate de idéias. O pastor,
padre, rabino, ou qualquer pregador de rua, vivem o circuito repetitivo
do monólogo da pregação; acreditam que "vale tudo" para difundir a
"verdade única" que o tocou e o transformou para sempre! O estilo
fanático usa e abusa do discurso monológico delirante, declarações,
comunicados, que jamais se voltam para escuta ou o diálogo, exercício
esse que faria emergir a verdade - não a "certeza" .

Todo fanático é intolerante.
O
fanatismo é a intolerância extrema para com os diferentes. Um
evangélico fanático é incapaz de diálogo e respeito para com um católico
ou um budista. Um fanático de direita não quer diálogo com os de
esquerda. Organizações como a Ku Klux Klan são intolerantes igualmente
com negros adultos, mulheres e crianças. Por isso se diz que há em cada
fanático um fascista camuflado, pronto para emergir em atos de exclusão e
eliminação.

O
semiólogo e filósofo italiano, Umberto Eco, reconhece que o
protofascismo está presente nos movimentos fanáticos. No campo
político, não importa auto denominar-se de "esquerda" ou de "direita"
pode existir um protofascismo. No fundo os atos terroristas são
produzidos e sustentados por fanatismos de inspiração místico-fascista
incapazes de diálogo ou argumento racional que esclarece sua causa
objetiva. Não é sem sentido que os atos terroristas deixaram de dizer
algo pela palavra e passaram a ser apenas o ato, o acting out. S. P.
Rouanet diz que "os terroristas são agentes de uma ideologia religiosa
extrema direita ... que funciona como ópio do povo..

O
fascismo, tanto o de Estado dos fundamentalistas religiosos, como o que
está pulverizado nos atos do cotidiano das relações humanas, é fanático
porque desrespeita, desconsidera, é intolerante quanto ao modo de ser,
pensar e agir do outro , é tradicionalista-fundamentalista. Enquanto o
fascista "quer o poder pelo poder", há o fanático "autêntico" que anseia
dominar o mundo com sua crença, e o "fanático terrorista" que "deseja
apenas destruir a estrutura de sustentação do inimigo". Mas, ambos, o
fascismo e o fanatismo não são compatíveis com a democracia. Ambos
pregam intolerância multirreligiosa, a intolerância multicultural e
multirracial e usam o espaço de liberdade democrática para espalhar o
seu ódio e sua crença.


O sentimento que no fundo sustenta o fanatismo e o fascismo não é a fé,
nem o amor [Eros], mas o ódio [Thanatos] e a intolerância. O desejo do
fanático "autêntico" é dominar o mundo com seu sistema de crença cheio
de certeza. No plano psíquico, o lugar do recalque torna-se depósito de
ódio e desejo de eliminar todos os que atrapalham o seu ideal de
sociedade. Certa dose de paciência doutrinada o faz esperar-agindo para
que a "idade de ouro puro" possa um dia acontecer.


São tão fanáticos os terroristas-suicidas muçulmanos como os
fundamentalistas cristãos norte-americanos que atacam clínicas de
abortos, perseguem homossexuais, proíbem o ensino da teoria
evolucionista de Darwin, obrigando aos professores ensinarem a doutrina
criacionista tal como está na Bíblia, ou ainda, os protestantes da
Irlanda do Norte que atacam crianças católicas ou os bascos que querem
ser um país independente a qualquer preço, por meio do terror.


Alguns personagens "messiânicos" de nosso tempo, como
Hitler, Idi Amin, Reagan, G. W. Bush, Sharon, os grupos dos martírios
suicidas do Oriente Médio, entre outros, tem algo em comum: cada um se
sente o escolhido para cumprir uma especial missão . Hitler discursou
que "as lágrimas da guerra preparariam as colheitas do mundo futuro". G.
Bush, na sua ânsia de guerra contra o ditador S. Hussein, não estaria
delirando no mesma linha ? Não é sem sentido que os EUA, tem sido o solo
fértil de seitas cristãs fanáticas. Uma delas, A Casa dos Filhos de
Jeová, torce para o mundo se acabar logo, porque seus membros acreditam
que depois surgirá uma nova civilização do Bem.



Compilado do texto de RAYMUNDO DE LIMA
Revista Espaço AcadêmicoPsicanalista,

Lourival soldado cristão

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