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Lourival soldado cristão

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Ancião da CCB Joel Couri Renuncia ao Ancionato do Brás e EUA

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Ancião da CCB Joel Couri Renuncia ao Ancionato do Brás e EUA

Mensagem por Lourival soldado cristão em 17th Agosto 2012, 1:50 pm

Ancião da CCB Joel Couri Renuncia ao Ancionato do Brás e EUA


[color:a5b3=#555]
Posted: 16 Aug 2012 10:37 AM PDT


Este ancião é primo do Presidente da CCB, Jorge Couri
Calem a Boca CCb.......



Dallas, 15 de Agosto de 2008



Caros irmãos e irmãs, a paz de Deus esteja convosco.


Desde a minha
separação da Congregação Cristã (aqui referida como “CC”) em Novembro de
2007, tenho o desejo de informar meus conservos, familiares e amigos
mais próximos as razões dessa decisão. Em primeiro lugar quero
esclarecer que essa decisão foi tomada depois de prolongada deliberação e
muita oração. Não foi feita precipitadamente, de forma reacionária, nem
resultado de um evento em particular. Os fatores que provocaram essa
decisão se dividem em duas categorias: _ Pontos de doutrina e costumes
que estou em completo desacordo com a maioria do ministério da CC;



_ O comportamento e
posicionamento do ministério senior da CC. Há vários pontos de doutrina e
fé que estou em total desacordo com a CC. Mencionarei aqui sòmente os
que considero mais fundamentais, por razões de tempo. Em breve estarei
colocando estes e outros pontos no site freeministry.googlepages.com.



1. Os membros da CC
acreditam que ela é a graça de Deus na Terra. Como devemos todos saber,
êsse título e honra pertencem a Jesus Cristo, e sòmente a Êle. A CC
iniciou há pouco mais de 100 anos entre imigrantes italianos nos Estados
Unidos, e eventualmente se propagou para outros países como Brasil e
Portugal. Considerar essa denominação como a manifestação exclusiva da
misericórdia de Deus na Terra é simplesmente um absurdo. Essa hipótese
nada mais é do que um desrespeito à Obra de Deus, e a dimensão do Seu
poder. A CC é uma denominação cristã, entre muitas outras, na Terra. Uma
denominação que infelizmente prima pelo espírito de exclusão, quando o
exemplo deixado por Jesus Cristo é de inclusão. O impacto dessa falsa
doutrina é muito mais destrutivo do que se pode imaginar inicialmente.



2. Os salvos gozarão
vida eterna nos céus graças à misericórdia de Deus manifestada na morte e
resurreição de Jesus Cristo, e não resultante do nosso esforço. Sem
dúvida alguma, a Palavra nos ensina que os salvos produzirão frutos de
honra, aceitáveis, obras que se aproximam cada vez mais do exemplo
deixado por Cristo (somos varas da Videira). Tal aperfeiçoamento é
resultante da Obra de Deus na vida dos escolhidos, e não decorrente da
capacidade humana. O Espirito Santo que habita nos escolhidos é que
produz obras e intenções santas na vida do ser humano.



3. A obra de salvação
e santificação do ser humano é feita pelo Espírito Santo: essa é a Obra
de Deus. Êsse trabalho é feito individualmente, de acôrdo com o plano
de Deus. O ministério da CC crê que é sua responsabilidade “santificar” o
povo, mostrar o caminho à irmandade. Êsse posicionamento totalmente
errôneo, de caráter presunçoso, ocasiona a publicação frequente de
“mandamentos”, “ensinamentos”, “tópicos” que tentam dar direcionamento à
irmandade quanto ao seu comportamento, modo de vestir, comunicação,
etc. Essa é uma manifestação do mesmo espírito que guiava muitos
Fariseus na época de Jesus, fazendo com que êles tomassem a Lei, e a
aplicassem de uma forma extremista no tratamento com o povo, afim de
“santifica-lo”. Êsse espírito foi veemente e constantemente reprovado
pelo Senhor, e no entanto êle é amplamente aceito e estimulado na CC.



_ Como ilustração do
tópico acima, o ministério da CC vai buscar no livro de Deuteronômio uma
passagem – numa interpretação completamente errada – para proibir as
irmãs de usarem calça comprida;

_ No mesmo espírito, o
ministério vai então até o Novo Testamento, nas cartas de Paulo, para
proibir seus membros de praticar esportes, uma vez mais com
interpretações totalmente fora de contexto. Isso prova a presenca dêsse
espírito farisaico que julga, condena e exclui.



_ Devemos ressaltar,
entretanto, que esse mesmo ministério não aplica a lei do Sàbado, dos
sacrifícios, e muitas outras do Velho Testamento, tampouco o ensinamento
de Paulo que dá preferência ao crentes permanecerem solteiros, entre
outros. Se o ministério da CC crê que seremos salvos pela Lei, então
pelo menos por consistência, deveria aplicar a Lei na sua totalidade, e
não escolher os artigos dessa lei que agradam alguns homens da cúpula
ministerial.



4. Os cristãos são
alimentados espiritualmente pela Palavra de Deus, que é Jesus Cristo: o
Caminho, a Verdade e a Vida. Os serviços religiosos na CC, como em
qualquer outra denominação, devem promover reuniões onde Deus seja
exaltado e o espírito e a mente dos seus membros sejam edificados. Essa
edificação é obtida através do conhecimento gradual de Jesus Cristo,
isto é, das Escrituras.



A CC sempre foi
contrária ao estudo da Bíblia. O princípio – outra vez, totalmente
errôneo – é que se o ministério e o povo realmente “examinar” - a
palavra estudar se tornou um tabu na CC - a Bíblia, Palavra de Deus,
então estaríamos tomando o lugar do Espírito Santo; como se a Palavra de
Deus, Jesus Cristo, o Pai, e o Espírito Santo fossem entidades
diferentes!



5. Limitados por essa
reconhecida ignorância das Escrituras, o que podem então os ministros –
anciães e cooperadores – proporcionar à irmandade durante os serviços
de culto? Só lhes resta ministrar promessas (erradamente referidas como
profecias na CC), testemunhos espetaculares e fábulas, manifestações de
emoção e ruído (erradamente atribuídos ao Espírito Santo), etc. Êsse
comportamento inadequado, baseado em falsas doutrinas, transformou a CC
num dos grupos que menos conhece as Escrituras entre os Cristãos. Uma
das sérias consequências de tal desconhecimento é a tremenda enfase na
aparência externa dos seus membros, em detrimento do fato fundamental de
que a obra de Deus é uma obra de sentimentos, de intenções,
espiritual.



6. Reuniões
ministeriais na CC também deixam muita a desejar: ao invés do ministério
procurar a guia de Deus no exame das Escrituras, para que recebam a
revelação, a maior parte do tempo é desperdiçado no tratamento de
“casos”, causas administrativas, escolha de cor e tamanho de Bíblias e
hinários, apresentação de novos letreiros para as congregações, etc.
Posso dizer, com muita tristeza, desde que comecei a participar nas
assembléias – 1980 – com exceção da pregação da Palavra, muito pouca
instrução e edificação houve nessas reuniões.

Tive oportunidade de
apresentar todos êsses – e muitos outros – pontos de discordância ao
ministério senior da CC, tanto dos Estados Unidos como do Brasil, e em
geral a reação foi de “terminar com essa conversa aqui mesmo….”. Essas
discordâncias não foram toleradas com base nas tradições e costumes da
CC. Várias vezes a resposta a minhas apresentações se iniciavam com o
famoso”….o saudoso irmão Fulano nos falou há varios anos atrás….” Com
todo o respeito que os servos de Deus me merecem, não tenho interesse na
opinião de irmãos ou outras pessoas. A responsabilidade do ministério,
especialmente do ministério senior, do qual fazia parte, é de
procurarmos entender a vontade de Deus, baseada na Sua Palavra, as
Escrituras.

Isto nos leva ao segundo grupo de fatores que ocasionou a minha separação da CC – o posicionamento do seu ministério senior:
a) A maioria dos
anciães reagia às minhas apresentações com sinais de frustração,
desprezo, e silêncio. Concluo que êsse tipo de reação provém de
ignorância, apêgo excessivo a tradições (a síndrome do “como posso agora
modificar algo que tenho pregado ou exortado por tanto tempo…”),
teimosia, ou mais provável, da combinação de todos esses fatores.



b) A minoria dos
anciães reagia de uma forma que considero extremamente perigosa e
destrutiva: silêncio completo, ensurdecedor, de omissão. De omissão
porque esses anciães comprovadamente concordam comigo nêsses pontos
discutidos. Irmãos com quem tive oportunidade de conversar longa e
profundamente, portanto conheço seus posicionamentos. O crime de omissão
é tão grave quanto o de comissão! A omissão dêsses irmãos realmente me
causa surpresa e perplexidade. A razão da mesma só Deus o sabe: o que
posso presumir é que êsses irmãos não queiram “balançar o barco”, perder
privilégios ou prestígio junto aos demais do ministério e da
comunidade, perder a oportunidade de visitar “a obra” em outros países,
perda de oportunidades para proveito pessoal, viagens e passeio,
oportunidade de promover familiares e amigos dentro do ministério e da
comunidade, etc. Os motivos reais, uma vez mais, só Deus os sabe.
Enquanto isso a ignorância persiste.



c) No decorrer dessas
discussões também tive oportunidade de notar uma séria falta de
consistência no tratamento de assuntos. Descrevo aqui alguns exemplos:



a. A CC ensina que
nenhum cristão deve participar nas suas Santa Ceias, e ter liberdade nos
cultos, a menos que essa pessoa seja batizada especificamente na CC. Ao
mesmo tempo anciães que insistem em manter esse ensinamento errôneo e
de exclusão não sòmente não foram batizados na CC, como também não foram
ordenados anciães na CC!



b. Em reuniões
recentemente realizadas, o ministério passou horas intermináveis
tratando de um caso de diáconos (que notavelmente estavam ausentes!),
julgando o comportamento dêsses irmãos na área financeira. Obviamente o
local e o formato dessa apresentação foram totalmente inadequados. Mas o
interessante é que êsse mesmo ministério, zeloso no julgamento dos
diáconos ausentes, nunca apresentou contas dos fundos que estão sob sua
responsabilidade por vários anos aqui nos Estados Unidos, apesar de
vários pedidos feitos por outros anciães para que essa apresentação seja
feita.



Numa nota final,
depois da minha separação da CC, vários irmãos e irmãs, inclusive
familiares, me apresentaram duas perguntas / situações, e aqui lhes
respondo:



_ P1 – “Uma vez que a
CC é a graça de Deus, por que você não espera, tenha paciência, até que
Deus corrija êsses problemas?” - (Outras variações interessantes dêsse
tema também circularam)



_ R1 - Em primeiro
lugar, a CC não é a graça de Deus (veja tópico 1 acima) Em segundo
lugar, não há garantia nenhuma que o Senhor vá corrijir êsses problemas.
Na verdade a história nos mostra que Êle não irá corriji-los: desde o
tempo de Samuel no Velho Testamento, o Senhor honra o desejo do povo,
ainda que indo contra a Sua vontade (I Samuel Cool. Em outro exemplo dêste
ponto, muitos anos depois, um certo movimento se iniciou em Roma, com
base no testemunho deixado por cristãos pioneiros, inclusive dos
apóstolos Pedro e Paulo. Êsse movimento que eventualmente se denominou
igreja Católica Romana se desviou do exemplo deixado por Jesus Cristo.
Da mesma forma muitas outras denominações que se iniciaram com as
melhores intenções acabam se desviando do exemplo do Senhor. Por acaso o
Senhor as corrijiu? A resposta é não! Nem mesmo a que foi iniciada
pelos seus próprios apóstolos! Uma vez mais, o Senhor honra o desejo do
povo, mas também pedirá conta dos que estão a frente e receberam Sua
Luz.



P2 – “Mas na minha
congregação (ou região) não se ouve êsses pontos errôneous, que não tem
fundamento (alguns incluídos nos items acima)”



_ R2 – Então tudo
indica que o ministério da sua congregação pertence à segunda categoria
de ministros acima descritos: omissos. Participei de muitas reuniões
ministeriais, conheço vários irmãos que concordam comigo, mas na hora da
reunião nunca se manifestam quando sabem que o ponto em pauta é
conflitante. Uns estão esperando “…que o Senhor corrija…” (veja ponto R1
acima). Outros dizem que “…é melhor ficar quieto por agora, até que as
coisas entrem no lugar…” ou então “…esperemos até que os velhos
morram….” Isto nada mais é do que a famosa filosofia do “….dos males o
menor….”, ou “…os fins justificam os meios…” Nunca encontrei no exemplo
deixado por Jesus Cristo alguma base para essa filosofia: pelo contrário
a parábola dos talentos mostra muito claramente o que aconteceu para o
que escondeu o talento, com mêdo, omisso (Mateus 25:14). Em verdade tal
filosofia foi criação do político italiano Nicolò Machiavelli, publicada
em seu famoso livro “O Príncipe” em 1514. Os servos de Deus devem
escolher qual exemplo devemos seguir.



Concluo que se a
Congregação Cristã, especialmente seu ministério, prefere permenecer
nesses princípios erroneous, o Senhor assim o permitirá.Cada um de nós
temos a responsabilidade de mostrar a luz que de Deus temos recebido.
Individualmente sabemos o que Êle nos tem mostrado. Espero que a este
ponto vocês já possam entender as razões da minha separação, e
especialmente o fato de que eu não posso sentar-me calado – ou seja
consentindo – com o ministério da CC. Eu não aceito e nem concordo com
omissão, simplesmente porque tenho certeza – e o mais importante - que o
Senhor não a aceita.



Continuarei a servir a Deus com os meios e entendimento que Êle tem me dado.
Que a paz de Deus permaneça em vossas vidas.


Joel Couri
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