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Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

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Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

Mensagem por Lourival soldado cristão em 8th Março 2013, 1:05 pm

Carta de desligamento denominacional é correto opine !!
veja o exemplo ai em baixo
4/2008


À

CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

TERESÓPOLIS – CENTRAL

POR: RENY DO AMARAL CARNEIRO JUNIOR.

Venho aos irmãos, por este importante documento, expressar minha mais íntima gratidão por tudo que recebi tanto das vossas mãos, como das mãos do nosso Amado Deus através desta prezada igreja. Gostaria antes de tudo, de deixar claro o meu profundo amor por todos os irmãos da CCB, que comigo lutaram as minhas guerras, que combateram os meus combates, que choraram o meu pranto e também venceram as minhas vitórias de forma intrínseca e absoluta, sem olhar as dificuldades que esta vida nos apresenta, mas cumprindo a Palavra de Deus que nos ensina a “… se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram…”. Para estes que cumpriram este propósito participando da minha vida, mesmo não estando junto de vós de corpo presente daqui para frente, nosso espírito sempre testificará que somos FILHOS DE DEUS.


Graças dou a Deus pela vida de cada um de vós e, mesmo correndo o risco de não ser compreendido, deixo o meu coração aberto (assim como as portas da minha casa), para qualquer um de vós que sentir alegria em compartilhar ainda comigo das coisas celestiais, pois o meu maior desejo é que todos os caros irmãos sejam felizes debaixo do doce amor de Jesus Cristo, ensejando, de coração, encontrar-vos no céu para, de fato, cantarmos o hino da vitória.

Passo, a partir de agora, a comunicar oficialmente ao corpo ministerial e a toda a igreja em si, o meu desligamento de forma integral desta instituição, mostrando aos irmãos os verdadeiros e sinceros motivos, pelos quais tomei tal decisão.

Como a maioria dos irmãos tem ciência da minha vida (pois ela sempre foi um “livro aberto” diante da igreja), resumo aos mais interessados que nasci e cresci nesta instituição. Hoje me encontro com 27 anos, casado e com uma filha de três anos que o Senhor Jesus nos tem preparado pela sua infinita misericórdia. Sou encarregado de orquestra da igreja supra citada há, aproximadamente, cinco anos. Tenho liberdade de forma comum e nada em meu “histórico” que tenha cometido que desabone minha conduta diante de Deus e da cara irmandade.

Sinto-me frustrado por precisar escrever esta carta, pois isto era algo que jamais sonhei em fazer diante de uma igreja, entretanto, não me restou nenhuma opção plausível capaz de amenizar ou dirimir tamanha dor que hoje assola o meu peito, bem como o da minha família. Não uma dor de ódio ou rancor, de maneira alguma (pois não é isso que aprendo pela Palavra de Deus), mas uma dor de lamento. Lamento por lutar uma vida inteira por uma igreja que, mesmo me ouvindo apregoar o som do evangelho de maneira íntima e sincera, não me aceitou assim como sou, não aceitou a minha família tal como ela é e, conseqüentemente, não aceitou a minha pregação. Por esses e outros motivos, digo aos irmãos e principalmente ao ministério da igreja que lamento.

Lamento profundamente a posição doutrinária de uma igreja tão grande, tão organizada, com quase 100 anos de existência, mas com o orgulho do tamanho ou até maior que sua idade. Lamento ter que trabalhar o dia inteiro para levar o pão para minha família e, depois de toda a fadiga e cansaço do dia, ir à igreja esperando poder descansar nas doces palavras de Jesus que dizia “… meu julgo é leve e meu fardo é suave…”, mas ao invés disso, ouvir palavras ásperas e absurdas como “… a CCB é a única igreja verdadeira, o caminho santo e estreito que conduz a salvação… largo e espaçoso é o caminho das outras igrejas… que conduz a perdição”. Lamento por esta igreja não abrir mão de sua posição quanto a esta passagem bíblica entendendo que o caminho estreito diz respeito a Jesus “… eu sou o caminho, a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai senão por mim…” enquanto que, o caminho largo e espaçoso diz respeito ao mundo e suas práticas e não às outras igrejas evangélicas, vejamos: “… o mundo jaz do maligno…”. Lamento ter que assistir uma igreja passar um século inteiro lutando contra seus próprios irmãos apenas por pertencerem a outras igrejas, ou seja, contra a carne e contra o sangue.

Portanto, deixo claro aos irmãos, que estou deixando esta igreja não por orgulho, ganância, fins financeiros, políticos e nem doutrinários, pois enquanto eu pude me alimentar espiritualmente e honrar o meu ministério entre vós eu o fiz, mas agora não há mais alimentação, não há mais pregações inspiradas, não há mais o mesmo cuidado com as pessoas como outrora, mas sim com a imagem da igreja e, sendo assim, não posso esconder de vós que não conheço o Jesus que morreu por instituições, antes sim, o Jesus que morreu por pessoas naquela cruz. Na verdade, estou tentando dizer, que se eu quiser continuar a pregar e a viver o evangelho do amor de Jesus, não tenho outra escolha que não seja me retirar, isto é, diante de tudo isso, me faltou opção.

Tudo isso porque, na CCB, ainda que de forma tácita, a “doutrina” se tornou mais forte que o amor, contrariando uma importante passagem bíblica que diz: “… agora, pois, permaneçam a fé, a esperança e a caridade, porém, a maior destas é a caridade…”.

Ora, estas e outras divergências têm sido colocadas de forma incisiva pelo ministério da igreja como doutrina bíblica universal e imutável, assim como o uso do véu, corte de cabelo, uso de jóias e outras que os irmãos já conhecem justamente por fazerem parte desta instituição. Mas, baseado na “doutrina das doutrinas”, que é o AMOR, eu, infelizmente, rechaço (rejeito) todo e qualquer destes ensinamentos que protegem a instituição como “santa” e denigrem a imagem e machucam as pessoas que transgridem estas supostas “receitas” para se alcançar o céu. E digo aos irmãos, de mais puro e sincero coração, que tentei, juntamente com minha família, me alimentar espiritualmente entre vós, mas com o passar do tempo, estas observações tomaram o lugar do “… levanta e anda…”, do “… ide e pregai o evangelho a toda a criatura….”, do “….vinde como estais…” e, principalmente, da resposta dada ao ladrão da cruz “…ainda hoje estarás comigo no paraíso…”.

Por isso cito aqui o orgulho deste corpo ministerial, que não compreende que Jesus não disse ao ladrão que ele deveria descer da cruz e cumprir tal doutrina para então ser salvo posteriormente. Antes, Ele o salvou porque aquele ladrão, olhando em seus olhos, o amou intensamente reconhecendo que Ele não era “um” rei qualquer, mas que ele era O REI JESUS. E mesmo que alguém venha dizer: “..mas a situação do ladrão foi uma exceção…”, pois bem meu meus irmãos, isso seria mais um motivo para acreditarmos que para amar, de forma plena, às vezes precisamos quebrar as regras. As regras do orgulho, as regras da doutrina humana e até as regras da própria razão, pois, de fato, nenhum destes sentimentos correspondentes destes últimos itens (orgulho, doutrina e razão), têm poderes suficientes para rasgar as nuvens e adentrar aos céus com a autonomia e a autenticidade dada por Deus ao mais nobre de todos os sentimentos….O AMOR. Por isso, meus caros, Jesus não se ateve a excepcionalidade da situação do ladrão, mas ao fato de que ali pregado, estava mais um ser humano….e onde há um ser humano, vale tudo pra salvá-lo – até deixar o trono e tornar-se como um mero mortal (como ele fez por nós).

Meus irmãos, a receita para alcançar o céu chama-se Jesus Cristo! E Ele não veio pregar o evangelho das condutas externas como saias longas, cabelos compridos, barbas feitas, ternos e gravatas ou coisas do gênero (porque este tipo de convívio já era praticado pelos Fariseus), antes, Ele veio pregar o evangelho do amor, Ele morreu apaixonado por nós, apaixonado por vós, apaixonado pelo mundo. Ele não exigiu nada de nós, nenhum encargo, nenhum peso, nenhuma paga, porque a dívida herdada pela raça humana para com Deus pelo pecado de Adão, que até então homem nenhum havia conseguido pagar, foi extirpada pelo sangue de Jesus na cruz e ponto final.

Em virtude disso, afirmo aos irmãos, que não posso ir contra as escrituras sagradas, sacrificando minha família por uma dívida que já está paga há mais de 2000 anos. Que não posso continuar a assistir o sangue de Jesus sendo “anulado” na vida da minha família (e de tantas outras pessoas), por conta de um brinco ou calça que elas usem ou deixem de usar - pois quem convive com ela sou eu! Mas a igreja se sente mais apta do que a minha própria pessoa para falar sobre o grau de santificação da minha própria família.

Afirmo ainda, embasado na Palavra de Deus, que não vou criar a minha filha debaixo de um julgo pesado e desigual originado em uma interpretação equivocada da Bíblia. Interpretação esta propagada por uma igreja legalista e, conseqüentemente, exclusivista, que não se importa com o que você é por toda a vida, mas sim com o que você está sendo naquele momento, mesmo que seu comportamento seja transitório, ou seja, alguém pode ser íntimo de Deus em orações, pode amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, mas se estiver usando uma maquiagem, uma calça ou brinco, que seja, automaticamente a igreja anula todo o seu esforço e apaga suas demais condutas diante de Deus, considerando que, para sermos diferentes do mundo precisamos usar roupas, cabelos e coisas que denotam aparência externa, enquanto a bíblia nos diz para sermos “…fracos para ganhar os fracos…”.

Não posso conduzir minha filha por um caminho que a levará a entender que ela é melhor do que os outros crentes porque usa saia longa, não corta seu cabelo e teve o privilégio de nascer na “graça maravilhosa”, ou seja, a CCB. Antes, quero ensiná-la que a verdadeira graça de Deus é infinita e impalpável. Que quando ela acordar pela manhã e sentir o sol atravessar a janela do seu quarto, ela poderá dizer com toda a segurança: “… obrigado, Senhor, por esta graça…”. Quero fazê-la entender que tudo o que o ser humano recebe sem ter que lutar por aquilo é uma GRAÇA. Que o sol é uma graça, que a lua é uma graça, que a chuva é uma graça, bem como o ar que respiramos, enfim, todo o favor imerecido, É UMA GRAÇA.

E, lamentavelmente, por não partir desta premissa, os ministros da CCB têm situado a graça de Deus como se ela se estabelecesse em um lugar físico, tal como, aqui, ali ou acolá a transformando em algo de caráter material e, o que é pior, setorial também.

O que vivi até aqui entre os irmãos, vivi! O que senti até aqui entre os irmãos, senti! O que ouvi, ouvi. O que preguei, preguei e agradeço a Deus por tudo, assim como no início desta carta. Mas sinto que este é o momento de voar, de quebrar as paredes deste calabouço, de romper as grades desta imensa gaiola e voar, porque fomos feitos para ser livres e, confesso aos irmãos, que minha alma clama para conhecer o restante do Jesus que apenas comecei a conhecer na CCB, mas que nem ela própria, como igreja, reconhece seu tamanho e infinidade, limitando o corpo de Dele (Cristo) a apenas alguns de seus membros que cumprem aquilo que acham que é certo. Mas digo aos caros irmãos, que há vidas lá fora. Que há muita gente lá fora que precisa ser salva pelo sangue do cordeiro e não pela conduta dos seus corpos, pois “…quem crê e for batizado será salvo…”.

Portanto, caros irmãos, não posso passar a minha vida inteira amando apenas aqueles que me agradam e repetem os meus rituais diários, pois Jesus amou exatamente aqueles que não cumpriram tais rituais (prostitutas, ladrões, endemoniados…). Mas deixo esta carta aos irmãos como um sinal de advertência, pois eu espero ansiosamente pela reforma doutrinária desta igreja, para que, um dia, não haja mais discriminação aos nossos irmãos de outras igrejas evangélicas e nem aos nossos próprios irmãos que não andam segundo os ensinamentos sobre condutas externas da igreja (roupas, pinturas, cabelos…), que o ministério chama carinhosamente de “doutrina”. Para que possamos não chamá-los mais de “primos”, mas sim de irmãos em Cristo Jesus, levando em conta que não foi assim o procedimento das sete igrejas da Ásia, que curiosamente eram completamente diferentes em seus usos, costumes e liturgias (formas de culto), e, nem por isso, se desconsideravam reciprocamente. E mesmo se assim o fizessem, Deus não aceitaria esta discriminação, pois a maior prova disso está nas cartas que ele mandou que João escrevesse para cada uma, ou seja, as igrejas da Ásia eram diferentes entre si, mas o Senhor Jesus tinha uma única finalidade para todas elas: conduzi-las a salvação e, portanto, ele queria atender às necessidades de cada uma ao invés de fazer comparações entre uma e outra. Na verdade, Ele não fez nenhuma comparação.

Nós, da CCB, temos realmente que aceitar que, para pregar a Palavra, precisamos conhecê-la de forma profunda, pois se fizéssemos isso há mais tempo, saberíamos a diferença entre uma verdadeira seita religiosa (que nasce embasada em uma heresia), e uma verdadeira igreja evangélica (que nasce embasada nos princípios verdadeiros de fé deixados por Jesus), princípios estes que para os ministros à frente da CCB, são inteiramente desconhecidos, o que gera uma confusão em suas mentes sobre quais igrejas possuem características sectárias e quais não, antes, para eles, tudo o que não se chama “Congregação Cristã no Brasil”, não pode alcançar o céu. Afirmação desastrosa e lamentável para uma organização com tanto tempo de vida e tão extensa como a CCB.

Sendo assim, peço encarecidamente aos irmãos que repensem suas opiniões sobre estes e outros assuntos e deixem de julgar as pessoas apenas pela sua aparência ou roupas, brincos, etc. e passem a vê-las primeiro pelo coração, ou seja, de dentro pra fora, assim como Jesus o fez, pois se Ele não fizesse isso, e consequentemente observasse primeiro a aparência (de fora para dentro), a primeira pedrada na cabeça de Maria Madalena, partiria Dele mesmo.

Creio que, fazendo assim, a CCB deixará de lançar pessoas machucadas no território sombrio da solidão psicológica e aprenderá que o nosso Deus da remissão é o mesmo Deus da restituição. Aprenderá também a acreditar mais nas pessoas, a investir mais nelas e a amá-las mais, trazendo-as para o calor do seu seio e não as matando na frieza de sua opinião, como hoje freqüentemente tem acontecido.

Por essas e outras situações, não posso continuar a caminhada junto aos irmãos, mas afirmo a todos os que realmente me amam e amam minha família, que estarei firme aos pés de Jesus Cristo, orando por todos onde quer que eu esteja para que Deus mude a realidade desta igreja e faça com que as pessoas que aí estão, possam, um dia, ter o prazer de caminhar sem o desconforto do terror psicológico, causado por tantas regras e mandamentos infundados, construídos sob o alicerce do orgulho durante esses longos 100 anos de existência e pregado veementemente pelo ministério da igreja. Sinto muito ter que dizer que uma igreja é a pós-figuração de seus líderes. Por isso, alguns irmãos entre nós possuem a mesma opinião que a minha, mas, ainda amarrados pelo medo daquilo que é pregado, não conseguem expor seus verdadeiros sentimentos. E, com isso, sujeitam suas famílias a pregações como “… a graça não é de quem quer, nem de quem corre, mas de quem Deus usa de misericórdia…”.

Espero que algum dia, pelo ministério da CCB, a salvação seja pregada pela fé e não pelas obras, “… que a vida valha mais que o mantimento e que o corpo valha mais que o vestido…”, que o sacrifício de Jesus seja realmente maior que o pecado humano, porque, até agora, estes valores estão completamente invertidos na mente e no coração dos homens que dirigem esta igreja.

Mas, se tem algo que aprendi com tudo isso, é que RELIGIOSIDADE nada tem haver com ESPIRITUALIDADE. Quem é religioso, enxerga uma determinada religião com seus ensinamentos que, depois de cumpridos com muito sacrifício, levarão a Jesus. Mas quem é espiritual, enxerga Jesus de forma direta e absoluta e, obedecendo-o, se entrega a ele, produzindo conseqüentemente em seu ser, boas obras (como fruto da aceitação ao Espírito Santo). E aí está a inversão de valores! Jesus disse. “… guarda o que tens para que ninguém tome e tua coroa…” vejam; a coroa já foi dada quando ele disse: “… está consumado…” naquela cruz.

Portanto, não temos que aceitá-lo como único e pessoal Salvador e ainda escalar um paredão de doutrinas para ver se então, por méritos próprios, herdamos o céu. Na verdade, quando o aceitamos, temos que lutar “… contra as hostes do mal nos lugares celestiais…” para não perdermos a coroa para o ladrão e salteador que é satanás. Coroa esta, meus amados, que já foi dada como vimos acima, ou seja, Jesus já pagou por nós, agora, exercendo nosso livre arbítrio, apenas aceitamos e homologamos tal ato protegendo a coroa que nos foi cedida única e exclusivamente pela sua graça e correndo “… a carreira que nos está proposta”.

Estou deixando esta igreja com a mesma dignidade com que fui criado nela. Gostaria muito de não ouvir que “… caí da ‘graça’…”, ou que “…fui levado pelo ‘vento’ da Palavra…..” ou ainda que “…me tornei um ‘sectário’…”, pois o meu maior desejo é alcançar o céu, como todos os irmãos e, para tanto, vou continuar a jornada debaixo do verdadeiro evangelho de Cristo, porém, em outra instituição (igreja). Igreja esta que não vai “crucificar” a minha família apenas por conta de sua conduta externa, antes, pregará o evangelho da graça, deixado não por um Deus que observa roupas e enfeites, mas um Deus que “… sonda os rins e os corações…”. Por isso, peço aos irmãos e, principalmente ao ministério, que, após a minha saída, não façam declarações lamentáveis como: “… só pertencem a Deus, aqueles que permanecem ‘firmes’ nesta graça…” ou: “… não vigiou, o adversário o levou…”. Peço encarecidamente aos irmãos, que se não for para falar bem da minha família, então que não falem nada, pois a Palavra de Deus condena também os maldizentes.

E não hesito em confirmar que, sendo fiéis, nos encontraremos no céu para formar a igreja verdadeira de Jesus, não composta por placas denominacionais, mas por gente, por humanos, por vencedores e, ainda melhor, gente que não integrou as suas igrejas terrestres construídas de alvenaria a ponto de considerá-la superior a Jesus, mas gente que integrou a santa, irrepreensível, invisível e verdadeira igreja de Cristo, aquela que pairou entre o céu e a terra por todo esse tempo e que, só aceita dentro de si, aqueles que verdadeiramente “… amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos…” de forma sincera.

Baseado no disposto acima, coloco-me a disposição dos irmãos para melhores e maiores esclarecimentos a respeito dos assuntos aqui tratados e até de outros, deixando claro que, nesta exposição, não expressei 1/3 das minhas colocações quanto aos ensinamentos da igreja por não achar viável nem prudente, cabendo ao irmão interessado no referido assunto, me procurar para obtenção das explicações que não se fizeram possíveis aqui por conta da limitação do caráter deste documento como “carta de desligamento”.

Aqui também, abro mão de todos os benefícios e direitos que adquiri enquanto membro desta igreja, bem como, me isento de todo e qualquer dever ou obrigação sobre o qual, durante todo o tempo, me fiz participante, me desligando completamente da Congregação Cristã no Brasil, para efeitos meramente legais.

Agradeço novamente a Deus e a todos os irmãos que, de forma sincera, buscam o reino dos céus, estando à disposição de todos em qualquer tempo e lugar, com o coração aberto para aprender aquilo que realmente ensina a palavra de Deus, principalmente em minha casa, para recebê-los sempre que seja a vossa vontade.

A Deus, por Jesus Cristo, seja dada toda a honra, toda glória, todo o poder, todo o louvor, todo o império, toda a majestade, todo o domínio pelos séculos dos séculos amém.






Carta de Desligamento Irmão RENY DO AMARAL




CARTA DE DESLIGAMENTO
TERESÓPOLIS 20/04/2008
Desde já, agradeço a todos,


RENY DO AMARAL CARNERIO JUNIOR

RUA PAULO LOSSIO, 26 BLOCO A1 APTO. 304 ARARAS

TERESÓPOLIS – RJ

TELEFONES: (21) 2642-1499 / 2642-7860 / 9638-0123

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Re: Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

Mensagem por Lourival soldado cristão em 8th Março 2013, 1:39 pm

Apoio para estudo do hinário 5 CCB
Bem-vindo!
É ler para crer!
Quem são estes?
março 6, 2013

“( São Paulo, 29 de janeiro de 2006.

Jo. 8:32 – E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Jo. 17:17 – Santifica-os na tua verdade; e tua palavra é a verdade.
II Co. 13: 8 – Porque nada podemos contra averdade, senão pela verdade.

CONFISSÃO DE FÉ E COMUNICADO DE DESLIGAMENTO

À
Congregação Cristã no Brasil – CCB
São Paulo – SP

Att.: Ministério Local

Amados irmãos em Cristo Jesus:

Vimos por meio desta comunicar nosso desligamento dessa conceituada associação religiosa e expressar nossa confissão de fé evangélica.

APRESENTAÇÃO

Os que assinam esta confissão de fé são irmãos e irmãs membros efetivos e com liberdade, pertencentes à igreja denominada Congregação Cristã no Brasil, de agora em diante mencionada como CCB.

Os motivos que norteiam esta decisão não são de ordem financeira, econômica, partidária, política ou de aspirações ministeriais, mas são de cunho estritamente doutrinário e de consciência. Como disse um servo de Deus no passado: “Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é nem correto nem seguro” – Martinho Lutero.

Salientamos que não somos contra a CCB, nem contra seus membros ou líderes, não difamaremos nem faremos campanhas contrárias, não estamos associados a nenhum movimento dissidente, reformista, eclesiástico ou coisa do gênero. Outrossim, continuaremos amando e considerando a irmandade e o ministério como irmãos em Cristo Jesus, mesmo sabendo que a recíproca poderá não ser verdadeira.

Porém nosso Amado Senhor e Salvador Jesus Cristo nos ensina que todos os mandamentos se resumem em apenas dois. amarás a Deus sobre todas as coisas e o seu próximo como a ti mesmo. (Mc 12:30,33).

Sendo assim passaremos a alencar os pontos fundantes desta confissão, sendo separados em duas partes: 1) Pontos Primários, ou seja, aqueles que ferem a nossa consciência, pois ao nosso ver são contrários a Palavra de Deus e 2) Pontos Secundários, ou seja, pontos importantes, mas que não são os determinantes para o nosso desligamento.

Fazendo tudo em Nome do Senhor Jesus e em amor, não na demonstração de conhecimento, pois o conhecimento incha, mas o amor edifica (I Co 8:1b).

1. PONTOS PRIMÁRIOS

1.1 SOBRE A BÍBLIA:

1.1.1 Cremos ser a Bíblia, na forma como a conhecemos hoje, composta por 66 livros, sendo 39 do Velho Testamento e 27 do Novo Terstamento, a Inerrante e Infalível Palavra de Deus, totalmente inspirada pelo Espírito Santo, sendo a revelação final e completa de Deus para os homens.

1.1.2 As Sagradas Escrituras é a nossa única regra de fé e prática, tornando-se assim a constituição de todo o verdadeiro povo de Deus. A Ela nada podemos acrescentar ou diminuir. Nela estão todas as instruções e vontade de Deus para o ser humano.

11.3 A Palavra de Deus é viva e eficaz, podendo através da sua simples leitura acompanhada pela iluminação do Espírito Santo converter e salvar o homem pecador.

1.1.4 Outros nomes da Bíblia: Sagradas Letras, Sagradas Escrituras, A Palavra de Deus, Lei do Senhor, Palavra da Verdade, Boca de Deus.

Ref. 1: (II Tm. 3:16,17 – II Pe. 1:20,21 – HB. 4:12).

Ref. 2: (Pontos de Doutrina da CCB nº1)

Obs: O ponto de doutrina nº 1 foi alterado senco acrescentado a expressão “contendo”. Sendo assim, a CCB diz que a Bíblia “contém” a Palavra de Deus.
Fonte: Estatuto 2004, salvaguardada alterações posteriores.

Assinam:

Helyel Rodrigues; Batizado em 1992; Músico oficializado em 1993; comum Congregação: Jd Guarani; Ancião: Simei Alves da Silva; e-mail: helyel@hotmail.com

Rosimeire B Rodrigues, Batizada em 1989, Organista Oficializada em 2002, Comum congregação: Jd Guarani,Ancião: Simei Alves da Silva

Evandro Rodrigues, Batizado em 1993, Músico oficializado em 1994, Comum Congregação: Jd Guarani, Ancião: Simei Alves da silva; e-mail: evandro_enops@hotmail.com

Ester L. Rodrigues, Batizada em: 1993, Comum congregação: Jd Guarani, Ancião: Simei Alves da Silva

Roberto Carlos de Souza; Batizado em 1992; Comum congregação: Brasilândia; Ancião: Leonildo Gitti; e-mail: robertoglobal@terra.com.br

Kátia Cristine de Souza; Batizada em 1992; Comum Congregação Brasilândia; Ancião: Leonildo Gitti

Eduardo de Souza; Batizado em 1994; Comum congregação: Jd Guarani; Ancião Alves da Silva

Thais P. de Souza; Batizada em 1998; Organista oficializada em 2002; Comum Congregação Jd Guarani; Ancião: Simei Alves da Silva )”



Quem são estes que assinaram este documento que transcrevi em parte? Qual é a história deles ou como Deus os chamou? Eles tinham ministérios (ou cargos) e se dedicaram a esta obra, todavia isto não importou muito – ou nada – para a CCB. Eles perguntaram a respeito da mudança no primeiro ponto de doutrina e ouviram como resposta: “A Bíblia é letra morta, nós estamos na pura revelação. A Bíblia todos têm, mas somente a nós da CCB Deus revela Sua Palavra”.

Quando questionamos os porquês nos tornamos um problema. Quando saíram deixaram de ser um estorvo e passaram a ser somente mais um problema resolvido que ficou para trás. É este o valor que temos, não pense que você vale mais do que isto, senão como explicar que fizeram uma alteração na Declaração de Fé sem comunicação à irmandade ou nos é negada uma justificativa quando pedimos uma explicação?

Já me perguntaram aqui no blog e em outros lugares se alguém pode deixar a igreja por causa dessa alteração, aqui esta a resposta. Quando poucos sabiam da mudança, quando ainda estava somente no Estatuto, esta família – nossos irmãos – já interrogava sobre a nova redação, que somada a outras questões, acabou por afastá-los do nosso meio.

Para qual igreja foram? Será que estes ainda são seus emails pessoais? Por que me importo? Porque apesar de conhecer este documento anos depois eu concordo com o que escreveram, admiro a atitude e sinto a mesma tristeza que sentiram ao saber que agora para a CCB, a Bíblia não é mais, apenas “contém” a Palavra de Deus.

Importavam-se com sua igreja, mas sua igreja não se importava com eles. E assim como eu sou mais um, a Bíblia também é mais um livro onde podemos encontrar a verdade; E assim como a nós membros, também não dão o valor merecido à verdadeira e final revelação de Deus.

Isto aprendi, assim cri e professo: A Bíblia é tão somente a Palavra de Deu
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Re: Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

Mensagem por Lourival soldado cristão em 8th Março 2013, 1:44 pm

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CARTA DO LEITOR...
---Notícia-B1 Data 03/03/2008
Carta de Pronunciamento de Marcelo Ferreira, autor do Livro Por Trás do Véu, em reunião ministérial de Anciães em Plenário na Congregação Cristã no Brasil, Brás, em São Paulo.
São Paulo, 03 de Março de 2008

Marcelo Ferreira da Silva, membro da Congregação Cristã no Brasil, tendo como sua comum congregação, Barra Funda, setor Bom Retiro; batizado em 15 de Julho de 1995 e oficializado músico em 02 de Novembro de 2002,

Ao Conselho de Anciães da Congregação Cristã no Brasil

Graça e Paz, da parte de Deus, nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo,

Prezados e amados irmãos em Cristo

Agradeço o nobre convite efetuado pelos senhores através do ancião do meu setor, o caro irmão Joel Bagnato; este expresso através de ligação telefônica no dia 26 de Fevereiro de 2008, as 9:26 hs para participar da Reunião do Ministério. Onde segundo fui informado, os anciães gostariam de me ouvir, devido a repercussão ocasionada sobre o trabalho que executo participando do programa de rádio Crescendo na Fé (Musical FM 105,7 - SP), também pelo lançamento do livro Por trás do Véu, de minha autoria.

Antes de prosseguir gostaria de expor algo importante para uma melhor compreensão do trabalho que estou executando, em função do chamado de Deus em minha vida.

Desde garoto, sempre fui atraído pela Bíblia Sagrada e pelo conhecimento bíblico, pois para mim não havia nem há nada maior que a Palavra de Deus. Em 1997,com dois anos de batizado nesta denominação, me interessei pela história da Congregação Cristã no Brasil e no mundo. Uma obra tão próspera, certamente teria um legado de lutas e vitórias maravilhosas para engrandecimento do nome do Senhor e quis conhecê-las.

Me deparei com fatos históricos e testemunhos de fé que me trouxeram muita alegria, pois tais fatos eram semelhantes aos enfrentados por nossos irmãos do passado, no início do Cristianismo.

Tenho aprendido do Senhor, através da ministração de Sua Palavra nas Congregações e são inumeráveis suas bênçãos dispensadas em minha vida por sua Palavra.

Mas os anos passam e o crente amadurece, cresce na Graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3:18), e passa através dos dons recebidos na igreja, dentre eles o discernimento, a compreender cada dia mais a vontade de Deus em sua vida. Assim se deu comigo.

Em 2002 começava a perceber que haviam certas atitudes e ensinamentos em nosso meio que não eram apontados pelas Cartas apostólicas e não fizeram parte das palavras ditas pelo Senhor Jesus. Percebi que tais atitudes, reforçadas pelo apoio ministerial, apontavam para tradições próprias, opostas ao Cristianismo bíblico e histórico. O que fazer ?

Decidi buscar a guia do Espírito Santo e ler as Bíblia Sagrada com santa meditação, a fim de receber de Deus luz para o meu caminho e entendimento.(Sl 119:105).

Recolhia, guardava e analisava tudo relacionado a minha querida Congregação, sempre mantendo o cuidado para não ser levado por opiniões próprias, mas sendo pautado na Bíblia Sagrada.

Dentre tais documentos, os próprios produzidos por minha igreja, hoje unificados em uma só edição, o "livreto azul", que contém o histórico da Congregação Cristã, o Resumo da Convenção de 1936, Reuniões de Ensinamentos de 1948, os Pontos de Doutrina da Fé que uma vez foi dada aos santos, o Histórico da Obra de Deus e Mensagens.

Bíblia + História + Pesquisa + Bíblia novamente, me deram um parâmetro da real situação de minha querida e estimada Congregação Cristã. Silêncio, lágrimas, decepção, tristeza. Não conseguia raciocinar na possibilidade de que tudo que havia descoberto seria real. Além disso, muito do que já havia ouvido nas congregações, colaborava para um único entendimento: Algo de estranho ao Cristianismo, adentrou sutilmente esta maravilhosa obra e contaminando sua compreensão face as Bíblia Sagrada, ocasionou a perca do primeiro amor em muitos irmãos da Congregação Cristã, como aconteceu aos irmãos de Éfeso(Ap 2:4).

Nunca perdi a fé, pois sabia e sei, que o Senhor está no controle de tudo e ouve a oração dos santos. Sei também que ele ama a Congregação Cristã no Brasil e se faz presente alimentando seu povo através de Sua Palavra, onde ouvi mensagens veementes do Espírito Santo corrigindo e alertando para esta atual situação de nossa igreja. Então, o que estava acontecendo conosco, pois o problema não foi e jamais seria em Deus. Lamentavelmente estávamos endurecidos em nosso próprio entendimento. Mesmo assim, continuei acreditar no Senhor Jesus e Ele me libertou completamente das tradições e convenções para ficar somente com Sua Santa Palavra (Jo 8:32-36).

Senti um chamado de Deus para fazer algo que contribuísse para o resgate de nossas origens e não me retive em obedecer. Não podia mais ver meus amados irmãos da Congregação Cristã, tão esforçados, tão sinceros em sua fé, carregando o fardo do legalismo e do farisaísmo assimilados ao longo de décadas por ensinamentos contraditórios as Escrituras Sagradas; práticas estas combatidas tantas vezes pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 23:1-39).

Possuía muito material publicado, escrito e relatado, que o Senhor havia permitido chegar as minhas mãos, dentre estes, 26 cartas originais do próprio irmão ancião Louis Francescon, escritas a um irmão do Brasil.

Desejava expô-los em forma de algo que contribuísse com o meu povo da Congregação, mas como ?

Em 2006 buscando o conselho da Palavra de Deus na Congregação do Brás, o Senhor, através de Sua Palavra me confirmou: para que eu fosse adiante em meu projeto pois Ele seria comigo, e aquilo que entristecia a muitos irmãos, Deus removeria custe o que custasse, faria uma reviravolta dentro da Congregação Cristã para o bem da Obra de Deus. Não havia mais dúvidas, o Espírito Santo está a frente deste trabalho, pelo amor aos homens e mulheres de Deus membros da Congregação Cristã.

Em seguida, Deus abriu a porta do programa Crescendo na Fé, o qual a convite da direção do programa, participei pela primeira vez em 06 de Novembro de 2006. Neste célebre programa evangélico, composto por homens de Deus que defendem o Cristianismo Bíblico, temos a oportunidade de transmitir a querida irmandade da Congregação Cristã que nos ouve e demais irmãos em Cristo de outras denominações, esclarecimentos de dúvidas sobre a Bíblia Sagrada e suas doutrinas.

Questionado pelo ancião do meu setor em Novembro de 2006 por tal participação, transmiti-lhe o meu parecer e pedi que repassasse ao Conselho de Anciães, sugerindo uma reflexão sobre algumas atitudes praticadas por nossa igreja. A resposta que recebi em poucos dias, através do mesmo ancião, foi que eles, os anciães, permaneceriam com as convenções e tradições. Respondi ao caro irmão que eu permaneceria com a Bíblia Sagrada. Desde então, não mais fui contactado até o presente convite.

Logo após, veio a publicação do livro "Por trás do Véu" em Janeiro de 2008. Livro este que com muita propriedade aborda o início do pentecostalismo no Brasil com a chegada da Congregação Cristã , sua história, seu progresso e suas características, contribuindo para a história do Cristianismo no Brasil, apesar de suas diferenças. Além de tudo, um trabalho dedicado a Deus.

Sempre participei abertamente do programa e jamais me pronunciei como falando em nome da Congregação Cristã, mas sempre como membro, que em exercício da sua liberdade em Cristo e como cidadão brasileiro, tem a liberdade de expressar seus pensamentos, em meu caso, na defesa da ética e fé cristãs. Saliento também que as respostas e os posicionamentos expressos por mim no programa de rádio citado, foram muitas vezes atendendo a centenas de irmãos da Congregação Cristã, ouvintes do programa que procuravam serem esclarecidos em questões bíblicas e sobre sua denominação. Apesar destas respostas serem muitas vezes severas, em virtude da necessidade de sempre manter a ética cristã, reservaram-se somente ao campo das idéias, jamais se referindo a pessoas.

Apenas estou fazendo aquilo que o Espírito Santo me guiou a fazer, tendo a certeza da fiel recompensa que Jesus me dará em Seu Reino e cumprindo como fiel discípulo de Cristo o chamado de meu Mestre.

Há um caminho de volta; o Senhor Jesus espera dos amados irmãos da Congregação Cristã, uma reflexão urgente sobre algumas posturas adotadas em relação às Escrituras Sagradas.

Que os irmãos do prezado Conselho de Anciães da Congregação Cristã no Brasil, representantes do ministério em geral e órgão humanamente supremo desta denominação, o qual estimamos apesar das diferenças que por hora temos, debaixo do temor e do amor do Senhor, possam refletir com humildade sobre tais posturas contrárias as Escrituras Sagradas hoje praticados em forma de tradição, cultura oral e doutrina por nosso povo. Alguns expressos em literatura própria da Congregação Cristã. Práticas estas que, com sabedoria do alto precisam ser erradicadas imediatamente para não continuarmos em tais tradições que invalidam o Mandamento de Deus (Mt 5:6) e fazem separação no Corpo de Cristo.

Apontamos para algumas providências que iriam sanar muitos dos problemas hoje vigentes em nosso meio:

- Desfazer alteração do tópico 1.º dos Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos santos, que constam no Estatuto, desde 1995, onde diz que a Bíblia contém a Palavra de Deus. Ela não contém, ela É a infalível Palavra de Deus,

- Retirar o texto entitulado "Doutrinas", exposto na página 25 da edição unificada (livreto azul), referente a um dos tópicos da Reunião de Ensinamentos de 1948 que dizem:

“ No velho concerto havia três leis: Civil, Moral e Cerimonial e por suprema autoridade o sumo sacerdote. ...Os fiéis em Cristo, chamados a testemunhar o Evangelho a todas as nações tem que reconhecer autoridades e leis civis de qualquer nação”...
“...A lei cerimonial com as suas ordenanças foi cumprida com a oferta pura do Cordeiro de Deus ,...A lei moral é fruto da nova vida em Cristo Jesus...”

De acordo com este ensino, havia três leis, mas nem todas elas foram cumpridas.

A Bíblia ensina que a lei é uma só, não se encontra na Palavra de Deus tal divisão. Toda a lei foi cumprida, inclusive a lei moral, pois Cristo viveu uma vida moralmente impecável (Gl 3:10,11; 4:4-5; Mt 5:18; Jo 19:30).
Quando um fariseu perguntou a Jesus qual era o maior mandamento da lei, Jesus não quis saber de qual lei (Mt 22:34-40), porque a lei é uma só.

A nova aliança tem uma lei própria: a lei de Cristo ou a lei do Espírito (Rm 3:27; 8:2; 1Co 9:21; Gl 6:2). E é justamente nessa lei e no cumprimento dos seus mandamentos que andamos.
Quando veio a nova lei, a velha já havia cumprido seu propósito e não era mais necessária, por isso foi removida (Hb 8:6-13; 10:1-18, 2Co 3:11).

Dizer que Cristo cumpriu apenas parte da lei é afirmar que sua obra foi incompleta. As afirmações desse tópico das Reuniões de 1948 são simplesmente antibíblicas. É inconcebível que um tópico de ensinamento como este permaneça por tantos anos em uma igreja cristã.

- Cessar o Rebatismo de crentes oriundos de outras denominações sérias que possuem uma confissão de fé genuinamente cristã, sendo ensinado à irmandade da Congregação Cristã que, quando algum crente de outra denominação evangélica migrar para a Congregação, não será exigido deste, que se batize novamente, para que possa ser considerado irmão ou exerça liberdade de tomar ceia, orar, testemunhar e chamar um hino. Este batismo efetuado em outra denominação evangélica genuína, será aceito se obedecer a ordenança bíblica do Senhor Jesus em Mateus 28:19. O Rebatismo de quem já foi batizado conforme a Palavra constitui uma heresia. Há um só batismo conforme Efésios 4:5 e Romanos 6:3-4.

- Rever o ensinamento da Congregação Cristã de que o batismo purifica o homem do pecado, pois tal afirmação, no entanto, não tem base bíblica. O texto de 1João 1.7 lança por terra tamanha contradição:

“...e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo pecado”.

A Bíblia deixa bem clara essa questão: o que nos purifica é somente o sangue de Jesus Cristo. Lemos, em Marcos 16.16:

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.

Não é dito que quem não crer e não for batizado será condenado, mas apenas que quem não crer.
Pregar o batismo salvífico é pregar outro evangelho (Gl 1.6-9; At 15.11; Rm 1.17; 2Co 11.4). Quem regenera é o Espírito Santo, quando a pessoa se arrepende de seus pecados e crê em Jesus (Tt 3.5-7; 1Pe 1.18).
O batismo não lava pecados, somente o sangue de Cristo (1Jo 1.7; Ap 1.5; 5.9,10).

- Ensinar a querida irmandade que a Congregação Cristã no Brasil é uma igreja cristã, na qual opera a Graça de Deus como em outras denominações genuinamente cristãs. Não sendo correto chamar a Congregação Cristã de "Graça de Deus" ou "esta Graça", pois a Graça de Deus não é a Congregação Cristã ou qualquer outra denominação evangélica, mas sim a Obra Redentora realizada pelo Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário em favor de todo aquele que Nele crê (Jo 3:16). Graça é o favor imerecido de Deus não uma denominação ou instituição religiosa.
Também a não chamar a Congregação Cristã de "caminho", pois o único caminho que conduz a salvação segundo a Bíblia nos ensina é o Senhor Jesus (Jo 14:6).

- Que os demais evangélicos sejam reconhecidos como irmãos apesar de suas diferenças culturais e de liturgia de culto. A Palavra de Deus ensina que a todos que receberam a Cristo como seu Salvador, foi-lhes dado o poder de serem feitos filhos de Deus, irmãos em Cristo, independente de qual denominação evangélica pertençam (Jo 1:12; Rm 8:14; 1 Jo 3:1). Tal exemplo vemos nas igrejas da Ásia descritas em Apocalipse (Ap 2:1 a 3:22). Lembrá-los para nunca mais chamá-los de seitários ou outros nomes pejorativos.

- Não pregar contra o ministério dos pastores, pois apesar de não adotar-mos tal ministério, o mesmo é bíblico (Jr 3:15, Jr 23:4, Ef 4:11, Hb 13:7)

- Não pregar contra Estudo Bíblico ou Teológico, pois além do membro exercer sua liberdade de escolha, a Bíblia aponta para a necessidade de examiná-la, ou seja estudá-la para ser melhor usado pelo Espírito Santo (Js 1:8, Jo 5:39, 1Tm 4:13, 2Tm 2:15, 2Tm 4:13). Lembremos que o apóstolo Paulo, foi doutor da Lei, possuía extremo preparo nas Escrituras Sagradas, além de conhecedor profundo das culturas judaica, grega e romana.

- Estabelecer ensino das Escrituras Sagradas nas Congregações em forma de Escola Bíblica, ou Culto de Ensinamentos e Doutrinas, classificado em crianças, jovens e adultos. Tais estudos sempre foram adotados na Congregação Cristã de Chicago, onde pertenceu como membro o irmão Louis Francescon, nas igrejas do movimento pentecostal italiano, como nas demais igrejas cristãs. Isto ajudaria e muito a se manter uma única compreensão doutrinária dentre toda a irmandade e Ministério.

- Explicar o que são Doutrinas Bíblicas, que são as bases do Cristianismo, e o que são usos e costumes,

- Que os tópicos de ensinamentos sejam publicados e acessíveis a toda a irmandade,

- Quanto ao adultério e a fornicação, por pior que sejam estes pecado, não podem ser considerados pecado de morte sem perdão. Pois não existe base bíblica para tal afirmação, havendo na Bíblia relatos de que mediante o arrependimento e abandono de tal prática pecaminosa Deus concede perdão, como no caso da mulher adúltera (Jo 8:1-11, 1 Jo 1:7-10).
O pecado de morte, sem perdão, refere-se a blasfêmia contra o Espírito Santo, que é atribuir conscientemente a satanás uma Obra realizada por Deus (Mt 12:31-32).

- Incentivar a irmandade da Congregação Cristã e treiná-los para o exercício de missões. Quando esta se der, não praticar proselitismo e disputar o campo já ocupado por igrejas genuinamente cristãs (At 15:20-21). Independente de possuir cargos eclesiásticos, todos podem participar, pois a grande comissão de Jesus (Mt 28:19) é para toda a Igreja de Cristo, não somente a uma classe especial; porém é trabalho da igreja prepará-los e dar-lhes retaguarda nestas missões.

- Investir incansavelmente na busca pelos parados na fé, tratando-os com amor que convém a nossa condição, lhes mostrando que em Jesus Cristo há uma chance de restauração e purificação dos pecados (1Jo 1:7-10). O Senhor mesmo disse:

“Todo o que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6:37).

Muitos por se sentirem desprezados e perdendo sua liberdade nos cultos tem sido alvo de grupos não cristãos e sucumbem a doutrinas de demônios, pois devido ao estado de aflição, muitos agarram-se a qualquer coisa. Não é necessário falar dos milhares de nossos irmãos que foram parar na sarjeta, ficaram depressivos, tiveram suas vidas destruídas pelo desprezo e até cometeram suicídio.
É necessário se estabelecer um acompanhamento sério nos casos de transgressões e pecados, tratando-os com misericórdia e, no caso de aplicação de disciplina, os tais sejam acompanhados com amor cristão para que possam ser, mediante arrependimento sincero, reintegrados a comunhão da igreja sem discriminação. E que se busque muita guia de Deus para não se abater as almas lavadas e remidas pelo precioso sangue expiador do Senhor Jesus.

O que segue não é um problema doutrinário, ou algo que venha a ferir as Escrituras Sagradas, mas de consciência:

Refletir na possibilidade de passar a servir um dos dois elementos da Santa Ceia, o vinho, em cálices individuais e descartáveis. Respeitamos a atual forma de servi-la na Congregação Cristã, utilizando um único cálice, mas não podemos esquecer que o fato de centenas, às vezes milhares de irmãos, participarem de um mesmo cálice, põe em risco a integridade física de seus membros, pois a possibilidade de contaminação por alguma doença infecto-contagiosa é extrema.
Sabemos que o Senhor é Poderoso para nos livrar e guardar de tais males, mas temos que encontrar um equilíbrio, de acordo com as Escrituras Sagradas. Estas nos apontam em Mateus 26:27, Marcos 14:23 , 1Coríntios 11:28 que temos que tomar "dele" (o cálice), e segundo Lucas 22:17 reparti-lo entre nós, não necessariamente "nele". Não há problema doutrinário em pegar de um cálice principal e repartir em demais cálices para serem servidos aos nossos irmãos. Já é corrente entre o Ministério que muitos da irmandade já não aceitam esta forma de servir o vinho da Santa Ceia, tendo dificuldade em colocar sua boca num recipiente compartilhado por centenas de irmãos. Não podemos também desconsiderar, que a qualquer momento podemos ser alvo da intervenção de autoridades sanitárias governamentais.

Enfim, muitos de nossos irmãos, esperam uma reflexão e oram para que os servos de Deus, os anciães, sejam guiados pelo Espírito Santo e não vejam este comunicado, exposto com humildade e sentimento cristão, como um ato de rebeldia, cisão, afronta ou desvario. Nem tratem como um caso isolado, pois muitos no passado e recentemente já foram usados para lhes transmitir algo da parte de Deus. Nosso trabalho é mais uma ferramenta do Senhor para uma reflexão nos conceitos atuais da Congregação Cristã no Brasil.

A Congregação Cristã tem uma identidade única, a qual respeitamos, mas precisa ser aperfeiçoada, pelo poder restaurador do Espírito Santo. É preciso rever suas posições e refletir em quanto deixamos de participar em nosso país, face as grandes necessidades que enfrentamos, onde ela como agência missionária do Reino de Deus poderia exercer uma grande influência, maior que a atual, para o progresso cada vez maior do Evangelho em nossa nação e no mundo. Não estou falando em ecumenismo, jamais, falo em cooperação cristã, respeitando, amando e auxiliando quando possível, os demais grupos do Corpo de Cristo. Nossa querida Congregação Cristã, apesar de suas particularidades, tem muito a compartilhar com a Igreja de Cristo.

Lembremos que Deus concedeu aos caros ministros da Congregação Cristã uma mordomia, que precisa ser conduzida única e exclusivamente pela Palavra de Deus, sem intervenção de novas revelações que a contradizem. O apóstolo Paulo nos advertiu na 1.ª Carta ao Coríntios, cap. 4, vv. 6:

"E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós, para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um, contra outro."

Desta mordomia e talentos confiados, será pedido contas quando se manifestar o Senhor Jesus Cristo em sua glória (Mt 25:14-30).

Os tempos apontam para o retorno do Mestre a qualquer momento, para arrebatar sua Igreja e galardoá-la. Que não seja o caso, que alguns dentre nós, por dureza de coração, enfrente o Tribunal de Cristo (1Co 3:13-15; 2Co 5:10)e vejam suas obras serem queimadas como palha pelo fogo, ou pior, não subir com Cristo, passar pela Tribulação que há de vir ao mundo e pela opressão do anticristo. Sem contar com a terrível possibilidade de perecer e enfrentar o Juízo Final, onde não haverá mais chance, só restando ser condenado e lançado no lago de fogo, lugar de trevas, onde haverá pranto e ranger de dentes (Mt 22:13; Ap. 20:11-15).

Aguardo em nome de todos os irmãos da Congregação Cristã, que esperam uma reflexão dos amados irmãos em Cristo, uma resposta a este documento, orando por vós, certo da providência Divina no coração dos que se inclinam a voz do Espírito Santo através de Sua Palavra (Ap 2:7,11,17,29; 3:6,13,22; ).

Certo da missão que o Senhor me confiou,

Sinceramente em Cristo, pela Graça Suficiente,

Vosso irmão na fé que uma vez foi dada aos santos,

Marcelo Ferreira da Silva
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Lourival soldado cristão

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Re: Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

Mensagem por Lourival soldado cristão em 8th Março 2013, 1:47 pm

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CARTA DO LEITOR...
---Notícia-B1 Data 03/03/2008
Carta de Pronunciamento de Marcelo Ferreira, autor do Livro Por Trás do Véu, em reunião ministérial de Anciães em Plenário na Congregação Cristã no Brasil, Brás, em São Paulo.
São Paulo, 03 de Março de 2008

Marcelo Ferreira da Silva, membro da Congregação Cristã no Brasil, tendo como sua comum congregação, Barra Funda, setor Bom Retiro; batizado em 15 de Julho de 1995 e oficializado músico em 02 de Novembro de 2002,

Ao Conselho de Anciães da Congregação Cristã no Brasil

Graça e Paz, da parte de Deus, nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo,

Prezados e amados irmãos em Cristo

Agradeço o nobre convite efetuado pelos senhores através do ancião do meu setor, o caro irmão Joel Bagnato; este expresso através de ligação telefônica no dia 26 de Fevereiro de 2008, as 9:26 hs para participar da Reunião do Ministério. Onde segundo fui informado, os anciães gostariam de me ouvir, devido a repercussão ocasionada sobre o trabalho que executo participando do programa de rádio Crescendo na Fé (Musical FM 105,7 - SP), também pelo lançamento do livro Por trás do Véu, de minha autoria.

Antes de prosseguir gostaria de expor algo importante para uma melhor compreensão do trabalho que estou executando, em função do chamado de Deus em minha vida.

Desde garoto, sempre fui atraído pela Bíblia Sagrada e pelo conhecimento bíblico, pois para mim não havia nem há nada maior que a Palavra de Deus. Em 1997,com dois anos de batizado nesta denominação, me interessei pela história da Congregação Cristã no Brasil e no mundo. Uma obra tão próspera, certamente teria um legado de lutas e vitórias maravilhosas para engrandecimento do nome do Senhor e quis conhecê-las.

Me deparei com fatos históricos e testemunhos de fé que me trouxeram muita alegria, pois tais fatos eram semelhantes aos enfrentados por nossos irmãos do passado, no início do Cristianismo.

Tenho aprendido do Senhor, através da ministração de Sua Palavra nas Congregações e são inumeráveis suas bênçãos dispensadas em minha vida por sua Palavra.

Mas os anos passam e o crente amadurece, cresce na Graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3:18), e passa através dos dons recebidos na igreja, dentre eles o discernimento, a compreender cada dia mais a vontade de Deus em sua vida. Assim se deu comigo.

Em 2002 começava a perceber que haviam certas atitudes e ensinamentos em nosso meio que não eram apontados pelas Cartas apostólicas e não fizeram parte das palavras ditas pelo Senhor Jesus. Percebi que tais atitudes, reforçadas pelo apoio ministerial, apontavam para tradições próprias, opostas ao Cristianismo bíblico e histórico. O que fazer ?

Decidi buscar a guia do Espírito Santo e ler as Bíblia Sagrada com santa meditação, a fim de receber de Deus luz para o meu caminho e entendimento.(Sl 119:105).

Recolhia, guardava e analisava tudo relacionado a minha querida Congregação, sempre mantendo o cuidado para não ser levado por opiniões próprias, mas sendo pautado na Bíblia Sagrada.

Dentre tais documentos, os próprios produzidos por minha igreja, hoje unificados em uma só edição, o "livreto azul", que contém o histórico da Congregação Cristã, o Resumo da Convenção de 1936, Reuniões de Ensinamentos de 1948, os Pontos de Doutrina da Fé que uma vez foi dada aos santos, o Histórico da Obra de Deus e Mensagens.

Bíblia + História + Pesquisa + Bíblia novamente, me deram um parâmetro da real situação de minha querida e estimada Congregação Cristã. Silêncio, lágrimas, decepção, tristeza. Não conseguia raciocinar na possibilidade de que tudo que havia descoberto seria real. Além disso, muito do que já havia ouvido nas congregações, colaborava para um único entendimento: Algo de estranho ao Cristianismo, adentrou sutilmente esta maravilhosa obra e contaminando sua compreensão face as Bíblia Sagrada, ocasionou a perca do primeiro amor em muitos irmãos da Congregação Cristã, como aconteceu aos irmãos de Éfeso(Ap 2:4).

Nunca perdi a fé, pois sabia e sei, que o Senhor está no controle de tudo e ouve a oração dos santos. Sei também que ele ama a Congregação Cristã no Brasil e se faz presente alimentando seu povo através de Sua Palavra, onde ouvi mensagens veementes do Espírito Santo corrigindo e alertando para esta atual situação de nossa igreja. Então, o que estava acontecendo conosco, pois o problema não foi e jamais seria em Deus. Lamentavelmente estávamos endurecidos em nosso próprio entendimento. Mesmo assim, continuei acreditar no Senhor Jesus e Ele me libertou completamente das tradições e convenções para ficar somente com Sua Santa Palavra (Jo 8:32-36).

Senti um chamado de Deus para fazer algo que contribuísse para o resgate de nossas origens e não me retive em obedecer. Não podia mais ver meus amados irmãos da Congregação Cristã, tão esforçados, tão sinceros em sua fé, carregando o fardo do legalismo e do farisaísmo assimilados ao longo de décadas por ensinamentos contraditórios as Escrituras Sagradas; práticas estas combatidas tantas vezes pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 23:1-39).

Possuía muito material publicado, escrito e relatado, que o Senhor havia permitido chegar as minhas mãos, dentre estes, 26 cartas originais do próprio irmão ancião Louis Francescon, escritas a um irmão do Brasil.

Desejava expô-los em forma de algo que contribuísse com o meu povo da Congregação, mas como ?

Em 2006 buscando o conselho da Palavra de Deus na Congregação do Brás, o Senhor, através de Sua Palavra me confirmou: para que eu fosse adiante em meu projeto pois Ele seria comigo, e aquilo que entristecia a muitos irmãos, Deus removeria custe o que custasse, faria uma reviravolta dentro da Congregação Cristã para o bem da Obra de Deus. Não havia mais dúvidas, o Espírito Santo está a frente deste trabalho, pelo amor aos homens e mulheres de Deus membros da Congregação Cristã.

Em seguida, Deus abriu a porta do programa Crescendo na Fé, o qual a convite da direção do programa, participei pela primeira vez em 06 de Novembro de 2006. Neste célebre programa evangélico, composto por homens de Deus que defendem o Cristianismo Bíblico, temos a oportunidade de transmitir a querida irmandade da Congregação Cristã que nos ouve e demais irmãos em Cristo de outras denominações, esclarecimentos de dúvidas sobre a Bíblia Sagrada e suas doutrinas.

Questionado pelo ancião do meu setor em Novembro de 2006 por tal participação, transmiti-lhe o meu parecer e pedi que repassasse ao Conselho de Anciães, sugerindo uma reflexão sobre algumas atitudes praticadas por nossa igreja. A resposta que recebi em poucos dias, através do mesmo ancião, foi que eles, os anciães, permaneceriam com as convenções e tradições. Respondi ao caro irmão que eu permaneceria com a Bíblia Sagrada. Desde então, não mais fui contactado até o presente convite.

Logo após, veio a publicação do livro "Por trás do Véu" em Janeiro de 2008. Livro este que com muita propriedade aborda o início do pentecostalismo no Brasil com a chegada da Congregação Cristã , sua história, seu progresso e suas características, contribuindo para a história do Cristianismo no Brasil, apesar de suas diferenças. Além de tudo, um trabalho dedicado a Deus.

Sempre participei abertamente do programa e jamais me pronunciei como falando em nome da Congregação Cristã, mas sempre como membro, que em exercício da sua liberdade em Cristo e como cidadão brasileiro, tem a liberdade de expressar seus pensamentos, em meu caso, na defesa da ética e fé cristãs. Saliento também que as respostas e os posicionamentos expressos por mim no programa de rádio citado, foram muitas vezes atendendo a centenas de irmãos da Congregação Cristã, ouvintes do programa que procuravam serem esclarecidos em questões bíblicas e sobre sua denominação. Apesar destas respostas serem muitas vezes severas, em virtude da necessidade de sempre manter a ética cristã, reservaram-se somente ao campo das idéias, jamais se referindo a pessoas.

Apenas estou fazendo aquilo que o Espírito Santo me guiou a fazer, tendo a certeza da fiel recompensa que Jesus me dará em Seu Reino e cumprindo como fiel discípulo de Cristo o chamado de meu Mestre.

Há um caminho de volta; o Senhor Jesus espera dos amados irmãos da Congregação Cristã, uma reflexão urgente sobre algumas posturas adotadas em relação às Escrituras Sagradas.

Que os irmãos do prezado Conselho de Anciães da Congregação Cristã no Brasil, representantes do ministério em geral e órgão humanamente supremo desta denominação, o qual estimamos apesar das diferenças que por hora temos, debaixo do temor e do amor do Senhor, possam refletir com humildade sobre tais posturas contrárias as Escrituras Sagradas hoje praticados em forma de tradição, cultura oral e doutrina por nosso povo. Alguns expressos em literatura própria da Congregação Cristã. Práticas estas que, com sabedoria do alto precisam ser erradicadas imediatamente para não continuarmos em tais tradições que invalidam o Mandamento de Deus (Mt 5:6) e fazem separação no Corpo de Cristo.

Apontamos para algumas providências que iriam sanar muitos dos problemas hoje vigentes em nosso meio:

- Desfazer alteração do tópico 1.º dos Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos santos, que constam no Estatuto, desde 1995, onde diz que a Bíblia contém a Palavra de Deus. Ela não contém, ela É a infalível Palavra de Deus,

- Retirar o texto entitulado "Doutrinas", exposto na página 25 da edição unificada (livreto azul), referente a um dos tópicos da Reunião de Ensinamentos de 1948 que dizem:

“ No velho concerto havia três leis: Civil, Moral e Cerimonial e por suprema autoridade o sumo sacerdote. ...Os fiéis em Cristo, chamados a testemunhar o Evangelho a todas as nações tem que reconhecer autoridades e leis civis de qualquer nação”...
“...A lei cerimonial com as suas ordenanças foi cumprida com a oferta pura do Cordeiro de Deus ,...A lei moral é fruto da nova vida em Cristo Jesus...”

De acordo com este ensino, havia três leis, mas nem todas elas foram cumpridas.

A Bíblia ensina que a lei é uma só, não se encontra na Palavra de Deus tal divisão. Toda a lei foi cumprida, inclusive a lei moral, pois Cristo viveu uma vida moralmente impecável (Gl 3:10,11; 4:4-5; Mt 5:18; Jo 19:30).
Quando um fariseu perguntou a Jesus qual era o maior mandamento da lei, Jesus não quis saber de qual lei (Mt 22:34-40), porque a lei é uma só.

A nova aliança tem uma lei própria: a lei de Cristo ou a lei do Espírito (Rm 3:27; 8:2; 1Co 9:21; Gl 6:2). E é justamente nessa lei e no cumprimento dos seus mandamentos que andamos.
Quando veio a nova lei, a velha já havia cumprido seu propósito e não era mais necessária, por isso foi removida (Hb 8:6-13; 10:1-18, 2Co 3:11).

Dizer que Cristo cumpriu apenas parte da lei é afirmar que sua obra foi incompleta. As afirmações desse tópico das Reuniões de 1948 são simplesmente antibíblicas. É inconcebível que um tópico de ensinamento como este permaneça por tantos anos em uma igreja cristã.

- Cessar o Rebatismo de crentes oriundos de outras denominações sérias que possuem uma confissão de fé genuinamente cristã, sendo ensinado à irmandade da Congregação Cristã que, quando algum crente de outra denominação evangélica migrar para a Congregação, não será exigido deste, que se batize novamente, para que possa ser considerado irmão ou exerça liberdade de tomar ceia, orar, testemunhar e chamar um hino. Este batismo efetuado em outra denominação evangélica genuína, será aceito se obedecer a ordenança bíblica do Senhor Jesus em Mateus 28:19. O Rebatismo de quem já foi batizado conforme a Palavra constitui uma heresia. Há um só batismo conforme Efésios 4:5 e Romanos 6:3-4.

- Rever o ensinamento da Congregação Cristã de que o batismo purifica o homem do pecado, pois tal afirmação, no entanto, não tem base bíblica. O texto de 1João 1.7 lança por terra tamanha contradição:

“...e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho nos purifica de todo pecado”.

A Bíblia deixa bem clara essa questão: o que nos purifica é somente o sangue de Jesus Cristo. Lemos, em Marcos 16.16:

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.

Não é dito que quem não crer e não for batizado será condenado, mas apenas que quem não crer.
Pregar o batismo salvífico é pregar outro evangelho (Gl 1.6-9; At 15.11; Rm 1.17; 2Co 11.4). Quem regenera é o Espírito Santo, quando a pessoa se arrepende de seus pecados e crê em Jesus (Tt 3.5-7; 1Pe 1.18).
O batismo não lava pecados, somente o sangue de Cristo (1Jo 1.7; Ap 1.5; 5.9,10).

- Ensinar a querida irmandade que a Congregação Cristã no Brasil é uma igreja cristã, na qual opera a Graça de Deus como em outras denominações genuinamente cristãs. Não sendo correto chamar a Congregação Cristã de "Graça de Deus" ou "esta Graça", pois a Graça de Deus não é a Congregação Cristã ou qualquer outra denominação evangélica, mas sim a Obra Redentora realizada pelo Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário em favor de todo aquele que Nele crê (Jo 3:16). Graça é o favor imerecido de Deus não uma denominação ou instituição religiosa.
Também a não chamar a Congregação Cristã de "caminho", pois o único caminho que conduz a salvação segundo a Bíblia nos ensina é o Senhor Jesus (Jo 14:6).

- Que os demais evangélicos sejam reconhecidos como irmãos apesar de suas diferenças culturais e de liturgia de culto. A Palavra de Deus ensina que a todos que receberam a Cristo como seu Salvador, foi-lhes dado o poder de serem feitos filhos de Deus, irmãos em Cristo, independente de qual denominação evangélica pertençam (Jo 1:12; Rm 8:14; 1 Jo 3:1). Tal exemplo vemos nas igrejas da Ásia descritas em Apocalipse (Ap 2:1 a 3:22). Lembrá-los para nunca mais chamá-los de seitários ou outros nomes pejorativos.

- Não pregar contra o ministério dos pastores, pois apesar de não adotar-mos tal ministério, o mesmo é bíblico (Jr 3:15, Jr 23:4, Ef 4:11, Hb 13:7)

- Não pregar contra Estudo Bíblico ou Teológico, pois além do membro exercer sua liberdade de escolha, a Bíblia aponta para a necessidade de examiná-la, ou seja estudá-la para ser melhor usado pelo Espírito Santo (Js 1:8, Jo 5:39, 1Tm 4:13, 2Tm 2:15, 2Tm 4:13). Lembremos que o apóstolo Paulo, foi doutor da Lei, possuía extremo preparo nas Escrituras Sagradas, além de conhecedor profundo das culturas judaica, grega e romana.

- Estabelecer ensino das Escrituras Sagradas nas Congregações em forma de Escola Bíblica, ou Culto de Ensinamentos e Doutrinas, classificado em crianças, jovens e adultos. Tais estudos sempre foram adotados na Congregação Cristã de Chicago, onde pertenceu como membro o irmão Louis Francescon, nas igrejas do movimento pentecostal italiano, como nas demais igrejas cristãs. Isto ajudaria e muito a se manter uma única compreensão doutrinária dentre toda a irmandade e Ministério.

- Explicar o que são Doutrinas Bíblicas, que são as bases do Cristianismo, e o que são usos e costumes,

- Que os tópicos de ensinamentos sejam publicados e acessíveis a toda a irmandade,

- Quanto ao adultério e a fornicação, por pior que sejam estes pecado, não podem ser considerados pecado de morte sem perdão. Pois não existe base bíblica para tal afirmação, havendo na Bíblia relatos de que mediante o arrependimento e abandono de tal prática pecaminosa Deus concede perdão, como no caso da mulher adúltera (Jo 8:1-11, 1 Jo 1:7-10).
O pecado de morte, sem perdão, refere-se a blasfêmia contra o Espírito Santo, que é atribuir conscientemente a satanás uma Obra realizada por Deus (Mt 12:31-32).

- Incentivar a irmandade da Congregação Cristã e treiná-los para o exercício de missões. Quando esta se der, não praticar proselitismo e disputar o campo já ocupado por igrejas genuinamente cristãs (At 15:20-21). Independente de possuir cargos eclesiásticos, todos podem participar, pois a grande comissão de Jesus (Mt 28:19) é para toda a Igreja de Cristo, não somente a uma classe especial; porém é trabalho da igreja prepará-los e dar-lhes retaguarda nestas missões.

- Investir incansavelmente na busca pelos parados na fé, tratando-os com amor que convém a nossa condição, lhes mostrando que em Jesus Cristo há uma chance de restauração e purificação dos pecados (1Jo 1:7-10). O Senhor mesmo disse:

“Todo o que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6:37).

Muitos por se sentirem desprezados e perdendo sua liberdade nos cultos tem sido alvo de grupos não cristãos e sucumbem a doutrinas de demônios, pois devido ao estado de aflição, muitos agarram-se a qualquer coisa. Não é necessário falar dos milhares de nossos irmãos que foram parar na sarjeta, ficaram depressivos, tiveram suas vidas destruídas pelo desprezo e até cometeram suicídio.
É necessário se estabelecer um acompanhamento sério nos casos de transgressões e pecados, tratando-os com misericórdia e, no caso de aplicação de disciplina, os tais sejam acompanhados com amor cristão para que possam ser, mediante arrependimento sincero, reintegrados a comunhão da igreja sem discriminação. E que se busque muita guia de Deus para não se abater as almas lavadas e remidas pelo precioso sangue expiador do Senhor Jesus.

O que segue não é um problema doutrinário, ou algo que venha a ferir as Escrituras Sagradas, mas de consciência:

Refletir na possibilidade de passar a servir um dos dois elementos da Santa Ceia, o vinho, em cálices individuais e descartáveis. Respeitamos a atual forma de servi-la na Congregação Cristã, utilizando um único cálice, mas não podemos esquecer que o fato de centenas, às vezes milhares de irmãos, participarem de um mesmo cálice, põe em risco a integridade física de seus membros, pois a possibilidade de contaminação por alguma doença infecto-contagiosa é extrema.
Sabemos que o Senhor é Poderoso para nos livrar e guardar de tais males, mas temos que encontrar um equilíbrio, de acordo com as Escrituras Sagradas. Estas nos apontam em Mateus 26:27, Marcos 14:23 , 1Coríntios 11:28 que temos que tomar "dele" (o cálice), e segundo Lucas 22:17 reparti-lo entre nós, não necessariamente "nele". Não há problema doutrinário em pegar de um cálice principal e repartir em demais cálices para serem servidos aos nossos irmãos. Já é corrente entre o Ministério que muitos da irmandade já não aceitam esta forma de servir o vinho da Santa Ceia, tendo dificuldade em colocar sua boca num recipiente compartilhado por centenas de irmãos. Não podemos também desconsiderar, que a qualquer momento podemos ser alvo da intervenção de autoridades sanitárias governamentais.

Enfim, muitos de nossos irmãos, esperam uma reflexão e oram para que os servos de Deus, os anciães, sejam guiados pelo Espírito Santo e não vejam este comunicado, exposto com humildade e sentimento cristão, como um ato de rebeldia, cisão, afronta ou desvario. Nem tratem como um caso isolado, pois muitos no passado e recentemente já foram usados para lhes transmitir algo da parte de Deus. Nosso trabalho é mais uma ferramenta do Senhor para uma reflexão nos conceitos atuais da Congregação Cristã no Brasil.

A Congregação Cristã tem uma identidade única, a qual respeitamos, mas precisa ser aperfeiçoada, pelo poder restaurador do Espírito Santo. É preciso rever suas posições e refletir em quanto deixamos de participar em nosso país, face as grandes necessidades que enfrentamos, onde ela como agência missionária do Reino de Deus poderia exercer uma grande influência, maior que a atual, para o progresso cada vez maior do Evangelho em nossa nação e no mundo. Não estou falando em ecumenismo, jamais, falo em cooperação cristã, respeitando, amando e auxiliando quando possível, os demais grupos do Corpo de Cristo. Nossa querida Congregação Cristã, apesar de suas particularidades, tem muito a compartilhar com a Igreja de Cristo.

Lembremos que Deus concedeu aos caros ministros da Congregação Cristã uma mordomia, que precisa ser conduzida única e exclusivamente pela Palavra de Deus, sem intervenção de novas revelações que a contradizem. O apóstolo Paulo nos advertiu na 1.ª Carta ao Coríntios, cap. 4, vv. 6:

"E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós, para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um, contra outro."

Desta mordomia e talentos confiados, será pedido contas quando se manifestar o Senhor Jesus Cristo em sua glória (Mt 25:14-30).

Os tempos apontam para o retorno do Mestre a qualquer momento, para arrebatar sua Igreja e galardoá-la. Que não seja o caso, que alguns dentre nós, por dureza de coração, enfrente o Tribunal de Cristo (1Co 3:13-15; 2Co 5:10)e vejam suas obras serem queimadas como palha pelo fogo, ou pior, não subir com Cristo, passar pela Tribulação que há de vir ao mundo e pela opressão do anticristo. Sem contar com a terrível possibilidade de perecer e enfrentar o Juízo Final, onde não haverá mais chance, só restando ser condenado e lançado no lago de fogo, lugar de trevas, onde haverá pranto e ranger de dentes (Mt 22:13; Ap. 20:11-15).

Aguardo em nome de todos os irmãos da Congregação Cristã, que esperam uma reflexão dos amados irmãos em Cristo, uma resposta a este documento, orando por vós, certo da providência Divina no coração dos que se inclinam a voz do Espírito Santo através de Sua Palavra (Ap 2:7,11,17,29; 3:6,13,22; ).

Certo da missão que o Senhor me confiou,

Sinceramente em Cristo, pela Graça Suficiente,

Vosso irmão na fé que uma vez foi dada aos santos,

Marcelo Ferreira da Silva
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Lourival soldado cristão

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Re: Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

Mensagem por Lourival soldado cristão em 8th Março 2013, 1:50 pm

Abile escreveu:
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Re: Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

Mensagem por Lourival soldado cristão em 8th Março 2013, 1:51 pm

Lourival soldado cristão escreveu:Ancião da CCB Joel Couri Renuncia ao Ancionato do Brás e EUA


[color:0024=#555]
Posted: 16 Aug 2012 10:37 AM PDT


Este ancião é primo do Presidente da CCB, Jorge Couri
Calem a Boca CCb.......



Dallas, 15 de Agosto de 2008



Caros irmãos e irmãs, a paz de Deus esteja convosco.


Desde a minha
separação da Congregação Cristã (aqui referida como “CC”) em Novembro de
2007, tenho o desejo de informar meus conservos, familiares e amigos
mais próximos as razões dessa decisão. Em primeiro lugar quero
esclarecer que essa decisão foi tomada depois de prolongada deliberação e
muita oração. Não foi feita precipitadamente, de forma reacionária, nem
resultado de um evento em particular. Os fatores que provocaram essa
decisão se dividem em duas categorias: _ Pontos de doutrina e costumes
que estou em completo desacordo com a maioria do ministério da CC;



_ O comportamento e
posicionamento do ministério senior da CC. Há vários pontos de doutrina e
fé que estou em total desacordo com a CC. Mencionarei aqui sòmente os
que considero mais fundamentais, por razões de tempo. Em breve estarei
colocando estes e outros pontos no site freeministry.googlepages.com.



1. Os membros da CC
acreditam que ela é a graça de Deus na Terra. Como devemos todos saber,
êsse título e honra pertencem a Jesus Cristo, e sòmente a Êle. A CC
iniciou há pouco mais de 100 anos entre imigrantes italianos nos Estados
Unidos, e eventualmente se propagou para outros países como Brasil e
Portugal. Considerar essa denominação como a manifestação exclusiva da
misericórdia de Deus na Terra é simplesmente um absurdo. Essa hipótese
nada mais é do que um desrespeito à Obra de Deus, e a dimensão do Seu
poder. A CC é uma denominação cristã, entre muitas outras, na Terra. Uma
denominação que infelizmente prima pelo espírito de exclusão, quando o
exemplo deixado por Jesus Cristo é de inclusão. O impacto dessa falsa
doutrina é muito mais destrutivo do que se pode imaginar inicialmente.



2. Os salvos gozarão
vida eterna nos céus graças à misericórdia de Deus manifestada na morte e
resurreição de Jesus Cristo, e não resultante do nosso esforço. Sem
dúvida alguma, a Palavra nos ensina que os salvos produzirão frutos de
honra, aceitáveis, obras que se aproximam cada vez mais do exemplo
deixado por Cristo (somos varas da Videira). Tal aperfeiçoamento é
resultante da Obra de Deus na vida dos escolhidos, e não decorrente da
capacidade humana. O Espirito Santo que habita nos escolhidos é que
produz obras e intenções santas na vida do ser humano.



3. A obra de salvação
e santificação do ser humano é feita pelo Espírito Santo: essa é a Obra
de Deus. Êsse trabalho é feito individualmente, de acôrdo com o plano
de Deus. O ministério da CC crê que é sua responsabilidade “santificar” o
povo, mostrar o caminho à irmandade. Êsse posicionamento totalmente
errôneo, de caráter presunçoso, ocasiona a publicação frequente de
“mandamentos”, “ensinamentos”, “tópicos” que tentam dar direcionamento à
irmandade quanto ao seu comportamento, modo de vestir, comunicação,
etc. Essa é uma manifestação do mesmo espírito que guiava muitos
Fariseus na época de Jesus, fazendo com que êles tomassem a Lei, e a
aplicassem de uma forma extremista no tratamento com o povo, afim de
“santifica-lo”. Êsse espírito foi veemente e constantemente reprovado
pelo Senhor, e no entanto êle é amplamente aceito e estimulado na CC.



_ Como ilustração do
tópico acima, o ministério da CC vai buscar no livro de Deuteronômio uma
passagem – numa interpretação completamente errada – para proibir as
irmãs de usarem calça comprida;

_ No mesmo espírito, o
ministério vai então até o Novo Testamento, nas cartas de Paulo, para
proibir seus membros de praticar esportes, uma vez mais com
interpretações totalmente fora de contexto. Isso prova a presenca dêsse
espírito farisaico que julga, condena e exclui.



_ Devemos ressaltar,
entretanto, que esse mesmo ministério não aplica a lei do Sàbado, dos
sacrifícios, e muitas outras do Velho Testamento, tampouco o ensinamento
de Paulo que dá preferência ao crentes permanecerem solteiros, entre
outros. Se o ministério da CC crê que seremos salvos pela Lei, então
pelo menos por consistência, deveria aplicar a Lei na sua totalidade, e
não escolher os artigos dessa lei que agradam alguns homens da cúpula
ministerial.



4. Os cristãos são
alimentados espiritualmente pela Palavra de Deus, que é Jesus Cristo: o
Caminho, a Verdade e a Vida. Os serviços religiosos na CC, como em
qualquer outra denominação, devem promover reuniões onde Deus seja
exaltado e o espírito e a mente dos seus membros sejam edificados. Essa
edificação é obtida através do conhecimento gradual de Jesus Cristo,
isto é, das Escrituras.



A CC sempre foi
contrária ao estudo da Bíblia. O princípio – outra vez, totalmente
errôneo – é que se o ministério e o povo realmente “examinar” - a
palavra estudar se tornou um tabu na CC - a Bíblia, Palavra de Deus,
então estaríamos tomando o lugar do Espírito Santo; como se a Palavra de
Deus, Jesus Cristo, o Pai, e o Espírito Santo fossem entidades
diferentes!



5. Limitados por essa
reconhecida ignorância das Escrituras, o que podem então os ministros –
anciães e cooperadores – proporcionar à irmandade durante os serviços
de culto? Só lhes resta ministrar promessas (erradamente referidas como
profecias na CC), testemunhos espetaculares e fábulas, manifestações de
emoção e ruído (erradamente atribuídos ao Espírito Santo), etc. Êsse
comportamento inadequado, baseado em falsas doutrinas, transformou a CC
num dos grupos que menos conhece as Escrituras entre os Cristãos. Uma
das sérias consequências de tal desconhecimento é a tremenda enfase na
aparência externa dos seus membros, em detrimento do fato fundamental de
que a obra de Deus é uma obra de sentimentos, de intenções,
espiritual.



6. Reuniões
ministeriais na CC também deixam muita a desejar: ao invés do ministério
procurar a guia de Deus no exame das Escrituras, para que recebam a
revelação, a maior parte do tempo é desperdiçado no tratamento de
“casos”, causas administrativas, escolha de cor e tamanho de Bíblias e
hinários, apresentação de novos letreiros para as congregações, etc.
Posso dizer, com muita tristeza, desde que comecei a participar nas
assembléias – 1980 – com exceção da pregação da Palavra, muito pouca
instrução e edificação houve nessas reuniões.

Tive oportunidade de
apresentar todos êsses – e muitos outros – pontos de discordância ao
ministério senior da CC, tanto dos Estados Unidos como do Brasil, e em
geral a reação foi de “terminar com essa conversa aqui mesmo….”. Essas
discordâncias não foram toleradas com base nas tradições e costumes da
CC. Várias vezes a resposta a minhas apresentações se iniciavam com o
famoso”….o saudoso irmão Fulano nos falou há varios anos atrás….” Com
todo o respeito que os servos de Deus me merecem, não tenho interesse na
opinião de irmãos ou outras pessoas. A responsabilidade do ministério,
especialmente do ministério senior, do qual fazia parte, é de
procurarmos entender a vontade de Deus, baseada na Sua Palavra, as
Escrituras.

Isto nos leva ao segundo grupo de fatores que ocasionou a minha separação da CC – o posicionamento do seu ministério senior:
a) A maioria dos
anciães reagia às minhas apresentações com sinais de frustração,
desprezo, e silêncio. Concluo que êsse tipo de reação provém de
ignorância, apêgo excessivo a tradições (a síndrome do “como posso agora
modificar algo que tenho pregado ou exortado por tanto tempo…”),
teimosia, ou mais provável, da combinação de todos esses fatores.



b) A minoria dos
anciães reagia de uma forma que considero extremamente perigosa e
destrutiva: silêncio completo, ensurdecedor, de omissão. De omissão
porque esses anciães comprovadamente concordam comigo nêsses pontos
discutidos. Irmãos com quem tive oportunidade de conversar longa e
profundamente, portanto conheço seus posicionamentos. O crime de omissão
é tão grave quanto o de comissão! A omissão dêsses irmãos realmente me
causa surpresa e perplexidade. A razão da mesma só Deus o sabe: o que
posso presumir é que êsses irmãos não queiram “balançar o barco”, perder
privilégios ou prestígio junto aos demais do ministério e da
comunidade, perder a oportunidade de visitar “a obra” em outros países,
perda de oportunidades para proveito pessoal, viagens e passeio,
oportunidade de promover familiares e amigos dentro do ministério e da
comunidade, etc. Os motivos reais, uma vez mais, só Deus os sabe.
Enquanto isso a ignorância persiste.



c) No decorrer dessas
discussões também tive oportunidade de notar uma séria falta de
consistência no tratamento de assuntos. Descrevo aqui alguns exemplos:



a. A CC ensina que
nenhum cristão deve participar nas suas Santa Ceias, e ter liberdade nos
cultos, a menos que essa pessoa seja batizada especificamente na CC. Ao
mesmo tempo anciães que insistem em manter esse ensinamento errôneo e
de exclusão não sòmente não foram batizados na CC, como também não foram
ordenados anciães na CC!



b. Em reuniões
recentemente realizadas, o ministério passou horas intermináveis
tratando de um caso de diáconos (que notavelmente estavam ausentes!),
julgando o comportamento dêsses irmãos na área financeira. Obviamente o
local e o formato dessa apresentação foram totalmente inadequados. Mas o
interessante é que êsse mesmo ministério, zeloso no julgamento dos
diáconos ausentes, nunca apresentou contas dos fundos que estão sob sua
responsabilidade por vários anos aqui nos Estados Unidos, apesar de
vários pedidos feitos por outros anciães para que essa apresentação seja
feita.



Numa nota final,
depois da minha separação da CC, vários irmãos e irmãs, inclusive
familiares, me apresentaram duas perguntas / situações, e aqui lhes
respondo:



_ P1 – “Uma vez que a
CC é a graça de Deus, por que você não espera, tenha paciência, até que
Deus corrija êsses problemas?” - (Outras variações interessantes dêsse
tema também circularam)



_ R1 - Em primeiro
lugar, a CC não é a graça de Deus (veja tópico 1 acima) Em segundo
lugar, não há garantia nenhuma que o Senhor vá corrijir êsses problemas.
Na verdade a história nos mostra que Êle não irá corriji-los: desde o
tempo de Samuel no Velho Testamento, o Senhor honra o desejo do povo,
ainda que indo contra a Sua vontade (I Samuel Cool. Em outro exemplo dêste
ponto, muitos anos depois, um certo movimento se iniciou em Roma, com
base no testemunho deixado por cristãos pioneiros, inclusive dos
apóstolos Pedro e Paulo. Êsse movimento que eventualmente se denominou
igreja Católica Romana se desviou do exemplo deixado por Jesus Cristo.
Da mesma forma muitas outras denominações que se iniciaram com as
melhores intenções acabam se desviando do exemplo do Senhor. Por acaso o
Senhor as corrijiu? A resposta é não! Nem mesmo a que foi iniciada
pelos seus próprios apóstolos! Uma vez mais, o Senhor honra o desejo do
povo, mas também pedirá conta dos que estão a frente e receberam Sua
Luz.



P2 – “Mas na minha
congregação (ou região) não se ouve êsses pontos errôneous, que não tem
fundamento (alguns incluídos nos items acima)”



_ R2 – Então tudo
indica que o ministério da sua congregação pertence à segunda categoria
de ministros acima descritos: omissos. Participei de muitas reuniões
ministeriais, conheço vários irmãos que concordam comigo, mas na hora da
reunião nunca se manifestam quando sabem que o ponto em pauta é
conflitante. Uns estão esperando “…que o Senhor corrija…” (veja ponto R1
acima). Outros dizem que “…é melhor ficar quieto por agora, até que as
coisas entrem no lugar…” ou então “…esperemos até que os velhos
morram….” Isto nada mais é do que a famosa filosofia do “….dos males o
menor….”, ou “…os fins justificam os meios…” Nunca encontrei no exemplo
deixado por Jesus Cristo alguma base para essa filosofia: pelo contrário
a parábola dos talentos mostra muito claramente o que aconteceu para o
que escondeu o talento, com mêdo, omisso (Mateus 25:14). Em verdade tal
filosofia foi criação do político italiano Nicolò Machiavelli, publicada
em seu famoso livro “O Príncipe” em 1514. Os servos de Deus devem
escolher qual exemplo devemos seguir.



Concluo que se a
Congregação Cristã, especialmente seu ministério, prefere permenecer
nesses princípios erroneous, o Senhor assim o permitirá.Cada um de nós
temos a responsabilidade de mostrar a luz que de Deus temos recebido.
Individualmente sabemos o que Êle nos tem mostrado. Espero que a este
ponto vocês já possam entender as razões da minha separação, e
especialmente o fato de que eu não posso sentar-me calado – ou seja
consentindo – com o ministério da CC. Eu não aceito e nem concordo com
omissão, simplesmente porque tenho certeza – e o mais importante - que o
Senhor não a aceita.



Continuarei a servir a Deus com os meios e entendimento que Êle tem me dado.
Que a paz de Deus permaneça em vossas vidas.


Joel Couri
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Re: Carta de desligamento denominacional é correto com ministério ou sem ?? opine !!

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