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A Blasfêmia contra o Espírito Santo

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A Blasfêmia contra o Espírito Santo

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:28 am




“Na verdade eu vos digo: tudo será perdoado aos filhos dos homens, os pecados e todas as blasfêmias que tiverem proferido. Aquele, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, jamais será perdoado: é culpado de pecado eterno. Isso porque eles diziam: Ele está possuído por um espírito impuro”. (Marcos 3: 28 a 30).



     A blasfêmia contra o Espírito Santo é uma das coisas que mais preocupa os cristãos e muitos se perguntam se já cometeram tal pecado. Há também várias interpretações sobre o que seria esse delito. Alguns afirmam que essa blasfêmia é o suicídio ou o adultério, outros, que é a rejeição da divindade de Cristo. Há ainda quem diga que é a cauterização da consciência humana diante de uma vida pecaminosa. Enfim, o único consenso é o reconhecimento de ser um erro imperdoável. Mas, para chegarmos a uma conclusão, devemos analisar o contexto dessa passagem bíblica:
     Mateus, Marcos e Lucas relatam de forma diferente o acontecimento. Mateus diz que Jesus fez essa afirmação após curar um endemoniado cego e mudo e os fariseus atribuírem esse milagre a Satanás (Belzebu); Marcos não menciona a cura, apenas essa acusação feita pelos escribas (capítulo 11); Lucas fala da cura e da blasfêmia separadamente (capítulo 12). De qualquer forma, tanto Mateus quanto Marcos, relatam que Jesus citou o pecado imperdoável após algumas pessoas afirmarem que Cristo expulsava os demônios através do próprio demônio (Marcos 3:30).
     O "pecado sem perdão" pode ter sido cometido pelos escribas e fariseus na presença de Cristo, quando negaram, não o milagre, mas a atuação do Espírito Santo no mesmo. Ou seja, conheciam profundamente as Escrituras, estavam na presença de Cristo, ouvindo Sua mensagem e portanto tinham plena consciência do que era o Evangelho, que estava sendo anunciado. Mesmo assim, com um nível tão alto de compreensão e na presença do próprio Deus encarnado (e sabendo que ele era o próprio Filho de Deus), propositalmentetentavam "derrubar" a Cristo, com essas acusações. Porém, talvez alguns estejam com uma dúvida: "Por que disse que esse pecado PODE TER SIDO cometido?" Essa afirmação foi feita pois a bíblia não diz explicitamente que os fariseus cometeram tal pecado. Afirma que "aqueles que cometerem tal pecado..." Aliás, acredito que mesmo com toda a gravidade, injustiça e maldade das acusações feitas, eles não tenham chegado ao ponto de cometer esse pecado imperdoável. Deus conhece o coração do homem e até onde ele pode chegar. Nosso Pai sabia que Jesus seria duramente condenado, injustiçado e acusado e mesmo assim, o seu amor é tão grande, que todos tiveram (e tem) a oportunidade de alcançar o perdão, até mesmo aqueles que o crucificaram. Penso eu que, caso essa acusação fosse a famosa "blasfêmia contra o Espírito Santo", Jesus teria os alertado antes do ocorrido, dando mais uma oportunidade a esses indivíduos maus de não cometerem este erro. Podemos dizer que foi um alerta, um "cartão amarelo" de Jesus para eles e para outros que porventura estivessem com o mesmo pensamento, a fim de mostrá-los que estavam entrando num caminho de morte, que poderia culminar no pecado sem perdão. Era um um último aviso! 
     O amor e a graça de Deus são tão grandes, que para o homem não conseguir perdão é uma tarefa quase impossível. Podemos dizer que, em vida, praticamente não existe pecado imperdoável. Basta o indivíduo arrepender-se e ter fé no Evangelho. Sabemos que Cristo veio ao mundo para instituir uma Nova Aliança e pela Graça de Deus, podemos ser perdoados de qualquer tipo de pecado (I João 1:7-9). A única forma do ser humano não alcançar a misericórdia é rejeitando o Evangelho voluntariamente até o fim de sua existência, ou seja, morrer na incredulidade. Essa é uma blasfêmia contra o Espírito Santo. A condenação por parte de Deus vem apenas quando o homem não crê em sua Palavra (Marcos 16:16).
     Portanto, a advertência de Jesus dirige-se aos que rejeitam com consciência sua mensagem e suas obras. É diferente daquela pessoa que faz piadinhas maldosas com o Espírito Santo e também não é o caso do indivíduo que ouve a Palavra e, por não a compreender, não crê. Ainda não se aplica ao "simples" fato de alguém rasgar a bíblia, pisá-la ou fazer um cigarro com suas folhas, por não acreditar em Deus. Muito menos é o caso do ateu, que nega a divindade/existência de Deus e do Espírito Santo, muitas vezes com ofensas e "palavrões". Isso mesmo, até mesmo aquele ateu que dedica sua vida a combater a crença em Deus, dificilmente conseguirá a façanha de realizar essa blasfêmia. Digo isso, pois esses problemas são frutos de uma não compreensão do que é o Evangelho genuíno. Todas essas pessoas serão julgadas por Deus quando chegar a hora e o coração e um possível arrependimento de cada uma só Deus pode conhecer. 
     Atribuir voluntariamente a Satanás as obras de Deus ou negar com consciência a sua Palavra (não confunda com o questionamento em relação às falcatruas que acontecem entre os cristãos, atualmente. Isso é defender o Evangelho e não, blasfêmia!) pode ser o primeiro passo para a blasfêmia contra o Espírito Santo, pois é uma ação facilitadora da cauterização da mente, podendo levar o indivíduo à eterna incredulidade (uma "descrença" voluntária, que mesmo sabendo que está errado e conhecendo o poder do Evangelho, persiste em atribuir à Satanás as Obras de Deus). Ou seja, para o indivíduo cometer o pecado sem perdão, o primeiro passo é que ele tenha plena consciência do Evangelho de Cristo e saiba que Deus é o Deus revelado em Sua Palavra. Mesmo diante dessa certeza, essa pessoa faz questão de lutar contra essa convicção. Isso é uma evidência de uma perversão tão grande no coração de um ser que já está "endiabrado".  Esse pode ser o pecado para a morte, citado em I João 5:16 . 
     Concluindo, o simples fato de alguém se preocupar e estar com receio de ter cometido ou de cometer esse pecado, é um sinal de que não o cometeu e que provavelmente não o cometerá. Esse "medo" é uma evidência que essa pessoa crê em Cristo, que tem o Espírito Santo atuando em sua consciência e que reconhece a necessidade do perdão de Deus.


Autor: Wésley de Sousa Câmara

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O que é a blasfêmia contra o Espírito Santo?

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:30 am

Pergunta: "O que é a blasfêmia contra o Espírito Santo?"

Resposta:A questão da “blasfêmia contra o Espírito” no Novo Testamento é mencionada em Marcos 3:22-30 e Mateus 12:22-32. O termo blasfêmia pode ser geralmente definido como “irreverência desafiante”. Aplicaríamos o termo a pecados como amaldiçoar a Deus, ou, propositadamente, degradar coisas relativas a Deus. Também o é atribuir mal a Deus, ou negar atribuir-lhe algum bem devido. Este caso de blasfêmia, entretanto, é específico, chamado de “A Blasfêmia contra o Espírito Santo” em Mateus 12:31. Em Mateus 12:31-32, os Fariseus, tendo testemunhado provas irrefutáveis que Jesus fazia milagres no poder do Espírito Santo, afirmaram que, ao contrário, o Senhor estava possuído pelo demônio “Belzebu” (Mateus 12:24). Note que em Marcos 3:30 Jesus é muito específico a respeito do que exatamente eles fizeram para cometer a “blasfêmia contra o Espírito Santo”.

Esta blasfêmia tem a ver com alguém acusando Jesus Cristo de ser possuído por demônios ao invés de estar cheio do Espírito. Há outras maneiras de blasfemar contra o Espírito Santo, mas esta foi “A” blasfêmia imperdoável. Como resultado, a blasfêmia contra o Espírito Santo não pode acontecer hoje. Jesus Cristo não está sobre a terra, mas assentado ao lado direito de Deus. Ninguém pode testemunhar que Jesus Cristo esteja fazendo um milagre e atribuir este poder a Satanás ao invés do Espírito. Apesar de não haver blasfêmia do Espírito hoje, devemos sempre lembrar que há um estado de existência imperdoável: o estado de incredulidade. Não há perdão para alguém que morre em incredulidade. A contínua rejeição às exortações a crer em Jesus Cristo é a blasfêmia imperdoável. Lembre-se do que foi dito em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A única condição na qual alguém não pode ter perdão é se esse alguém não estiver entre “todo aquele que nele crê”.


Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/blasfemia-Espirito-Santo.html#ixzz2xjPkrhXK

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A Blasfêmia Contra o espírito Santo

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:35 am

“Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á isso perdoado; mas se alguém falar contra o espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” - Mateus 12:31 e 32.

 

Este é outro texto que às vezes é usado por defensores da trindade. Digo “às vezes” porque o texto, se lido com atenção, mais compromete a visão trinitariana do que a favorece. Afinal de contas se existe apenas um Deus com três pessoas divinas que possuem o mesmo caráter e os mesmos atributos espirituais, por que o Pai é rico em misericórdias (Êxodo 34:6), o Filho é perdoador (Lucas 7:48 e 49), mas a terceira pessoa da trindade é implacável, ou seja, não tolera pecados contra ela?

 

As três pessoas da divindade não têm o mesmo caráter? Por que existe esta distinção de pecados contra o Filho do homem e pecados contra o espírito Santo? Vamos tentar entender um pouco mais esta questão do pecado imperdoável.

 

A blasfêmia contra o espírito Santo é um dos assuntos que causa mais preocupação nos cristãos. (Em geral costuma-se usar a expressão “pecado contra o espírito Santo”, mas a Bíblia fala que o pecado imperdoável é a “blasfêmia contra o espírito Santo”).

 

Quando eu era criança ouvi um sermão sobre o pecado contra o espírito Santo onde o pregador enfatizava que este era o único pecado para o qual não havia perdão. Confesso que após ouvir este sermão, fiquei incomodado durante várias semanas me perguntando se já teria cometido este tipo de pecado. Orava a Deus para que ele abrisse uma exceção e me perdoasse se acaso eu tivesse cometido o pecado imperdoável. Todos os cristãos já ouviram que o pecado contra o espírito Santo é imperdoável, mas poucos sabem o que é na prática a blasfêmia contra o espírito Santo.

 

Segundo a explicação tradicional, o pecado contra o espírito Santo consiste na resistência contra a obra do espírito de nos convencer do pecado. Quando o espírito de Deus atua em nossa consciência, mostrando um pecado, e resistimos à voz de Deus, então esta voz tende a diminuir. Chamamos popularmente este processo de cauterização da consciência, ou seja, o pecado se torna algo tão comum que a voz de Deus não mais é ouvida e o pecador não sente mais a necessidade de perdão.

 

Embora este processo seja real, será que Cristo se referia à cauterização da consciência quando mencionou a blasfêmia contra o espírito Santo? Para respondermos a esta questão vamos analisar o contexto de Mateus 12 e também de Marcos 3, os dois capítulos que mencionam o pecado da blasfêmia contra o espírito Santo.

 

De acordo com Mateus 12:22-32 e Marcos 3:20-30, Jesus estava sendo acusado de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios. Cristo afirmou que foi através do espírito Santo que o demônio foi expulso:

 

“Se, porém, eu expulso os demônios pelo espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.” - Mateus 12:28.

 

Lucas ao mencionar o mesmo episódio, em vez de utilizar “espírito de Deus”, utiliza-se da expressão “dedo de Deus”.

 

“Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.” - Lucas 11:20.

 

Compare estes dois últimos versos bíblicos que citamos: Mateus 12:28 e Lucas 11:20. O espírito de Deus é, simbolicamente, o dedo de Deus. O dedo de Deus indica a forma como Deus age, neste caso age através do seu espírito (pneuma). Perceba que os evangelistas ora se referem ao espírito como espírito Santo, ora como espírito de Deus. Já vimos que são expressões equivalentes.

 

Mas a questão principal permanece. Cristo afirmou que os pecados contra o Filho do Homem seriam perdoados, mas contra o espírito Santo não seriam perdoados. O que Cristo quis dizer com isto?

 

Cristo referia-se a si mesmo como “Filho do Homem”, ressaltando assim sua humanidade. Outros o reconheciam como “Filho de Deus”, uma clara referência à sua divindade. Cristo, ao chamar a atenção para a sua condição humana, fazia questão de ressaltar que suas obras eram feitas pelo poder do Pai, através do espírito de Deus que lhe foi concedido. O contexto do episódio que analisamos deixa claro que o pecado imperdoável cometido pelos escribas e fariseus foi a insistente negação da atuação do espírito de Deus nas obras de Cristo, considerando tais obras como fruto da atuação do diabo. É este o pecado imperdoável: a blasfêmia contra o espírito Santo. Sempre que o espírito de Deus atuar poderosamente e tal fato for interpretado como uma atuação do diabo, isto constituirá uma blasfêmia contra o espírito Santo.

 

Outros versos podem nos ajudar a confirmar qual é o pecado imperdoável: deixar de reconhecer as obras de Deus diante das evidências:

 

“Respondeu-lhes, Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.” - João 9:41.

 

“Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas agora não têm desculpa do seu pecado... Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas agora não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim, quanto a meu Pai.” - João 15:22 e 24.

 

Estes dois versos abrem o horizonte de compreensão dos pecados que podem e que não podem ser perdoados. O pecado imperdoável é testemunhar as obras e evidências de Deus e considerá-las como algo do demônio. É rejeitar as evidências claras do poder de Deus, considerando-as como obras de Satanás. Para este pecado não há perdão. “Se fosseis cegos”, disse Jesus, “não teríes pecado algum”. Isto significa que se não houvesse evidências visíveis do poder de Deus, a incredulidade da liderança judaica poderia ser justificável, pois neste caso tratar-se-ia de um pecado apenas contra o Filho do homem. Jesus complementa: “Porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado”.

 

Há pessoas que crêem sem precisar ver - são bem-aventurados. Há outros que precisam ver para crer - Deus pode ajudá-los na falta de fé. Há, porém, um terceiro grupo que, mesmo vendo, não crê - os céticos. E, finalmente, há um quarto grupo: aqueles que vêem as evidências e obras miraculosas de Deus, não crêem e, além disso, atribuem tais obras ao demônio. Estes estão lutando contra Deus e cometendo o chamado pecado para a morte, pelos quais, segundo o apóstolo João, “não digo que rogue” (I João 5:16). É esta a blasfêmia contra o espírito Santo.

 

Ellen White Escreveu:

 

“Que constitui o pecado contra o espírito Santo? – Está em voluntariamente atribuir a Satanás a obra do espírito Santo. ...É por meio do Seu espírito que Deus opera no coração humano; e quando o homem voluntariamente rejeita o espírito, e declara ser o de Satanás, intercepta o conduto por meio do qual Deus Se pode comunicar com ele.”  (Testemunhos Seletos, Vol. II, pág. 265).

 

A celebre oração intercessória de Cristo no Calvário, “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”, mostra que os que lhe repartiam as vestes (Lucas 23:34) não haviam cometido o pecado para a morte, o pecado contra o espírito Santo.

 

De fato, os romanos não haviam tido a mesma oportunidade de testemunhar as obras de Deus através do Filho do homem. Herodes, ao julgar a Cristo, desejava ver sinais, mas Cristo não lhe respondeu com palavras. (Ver Lucas 23:8 e 9). Por isso, o pecado dos soldados romanos foi contra o Filho do homem, um pecado perdoável que mereceu uma oração intercessória de Cristo. Os romanos não pecaram contra o espírito Santo, pois não tinham observado as evidências e obras de Cristo realizadas através do espírito de Deus. Cristo disse a Pilatos: “Aquele que me entregou a ti maior pecado tem.” (João 19:11).

 

Quando os romanos testemunharam evidências sobrenaturais não hesitaram em reconhecer a divindade de Cristo.

 

“O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus.” - Mateus 27:54.

 

Muitos crentes sinceros, baseados na tradição trinitariana que receberam e que sempre professaram, podem imaginar que aceitar qualquer outro ensino sobre o espírito Santo seria um pecado imperdoável. Não estaríamos rebaixando o espírito de Deus se não o considerarmos como uma pessoa divina? A Bíblia é clara sobre o pecado imperdoável: Blasfemar contra o espírito Santo é desprezar as abundantes evidências que temos à nossa disposição atribuindo tais evidências ao poder do diabo, assim como fizeram os judeus na época de Cristo. Só blasfema contra o espírito Santo quem resiste contra o poder de Deus revelado em suas palavras e obras e os atribui ao inimigo. Deus não leva em conta os tempos de ignorância (Atos 17:30), mas exige um posicionamento firme daqueles que recebem a luz.

 

“A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más.” - João 3:19.

 

Prezado irmão. Blasfemar contra o espírito Santo é desprezar as inúmeras evidências bíblicas sobre sua obra e natureza. É se agarrar a conceitos pré-estabelecidos desprezando a luz que emana do espírito Santo de Deus.

 

“Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.” - Lucas 12:48.

 

Fica demonstrado aqui que o episódio relatado em Mateus 12 e Marcos 3 sobre o pecado imperdoável é, na verdade, um testemunho contra o trinitarianismo e um alerta contra os que desprezam as evidências da Palavra de Deus.

 

“Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operara a maior parte dos seus milagres, o não se haverem arrependido, dizendo: Ai de ti, Corazin! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se operaram, há muito elas se teriam arrependido em cilício e em cinza. Contudo, eu vos digo que para Tiro e Sidom haverá menos rigor, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? até o inferno descerás; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.

 

 Contudo, eu vos digo que no dia do juízo haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para ti. Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” - Mateus 11:20-27.http://averdadeacimadetudo.tripod.com/VolI7.htm


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O que significa blasfêmia contra o Espírito Santo, o pecado imperdoável?

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:39 am

Não são poucas as pessoas que já se perguntaram – com medo – se não teriam blasfemado contra o Espírito Santo em algum momento. Recebo aqui no blog quase toda semana perguntas de pessoas desesperadas, achando que pecaram contra o Espírito e não serão perdoadas e salvas por Deus, tendo assim como destino final o inferno. Consigo entender seu desespero, pois a Bíblia diz que esse pecado é imperdoável. “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.” (Mateus 12.31).

Para compreender bem essa difícil passagem precisamos entender seu contexto. Tudo ocorreu quando Jesus fez a cura de um endemoninhado cego e mudo: “Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver.” (Mateus 12.22). Essa cura provocou admiração na multidão, que buscava encontrar respostas ao que presenciaram (Mt 12.23) e uma reação negativa por parte dos fariseus, que acusaram Jesus de estar a serviço do Diabo (Mt 12. 24). Jesus é duro com eles e, nesse contexto, declara que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada nem nesse mundo nem no porvir (Mt 12.32).
Mas como entender o que é essa blasfêmia mencionada por Jesus? Tem-se entendido que essa expressão está ligada a um “pecado eterno” e não a um “juízo eterno”. Isso significa que a pessoa que blasfema contra o Espírito Santo não é aquela que de alguma forma fez algo contra Deus, mas tem seu coração arrependido, mas é aquela que, por causa de seu coração duro – à semelhança dos fariseus – não se arrepende de sua atitude contumaz contra o Espírito de Deus. Nesse sentido elas permanecem em um estado de incredulidade tal que não se arrependem e, por isso, não são perdoadas. Assim, não é um único pecado que traz a elas o juízo de condenação de Deus, mas o fato de manterem-se nesse estado de “pecado eterno” sem arrependimento.
Algumas pessoas têm dificuldades de entender isso na prática. Será que eu já blasfemei contra o Espírito Santo e não sou salvo? Será que estou debaixo desse pecado imperdoável por tudo que fiz no passado? Será que já cometi esse ato e não terei mais oportunidade de ser agradável aos olhos de Deus, de gozar a salvação e o céu?




De forma prática, muito mais fácil do que entender com exatidão o que Jesus quis dizer nessa passagem, é entender que se alguém tem sinais de arrependimento de seus pecados em seu coração, crê em Jesus Cristo como o Salvador, crê no poder de Deus, etc., essa pessoa não pode ter cometido o pecado imperdoável. Sinais de arrependimento, pra mim, são sinais claros de que a pessoa não cometeu esse pecado.
D. L. Moody diz que “A essência do “pecado eterno” é a atitude do coração que sustenta o ato.”. Isso quer dizer que o coração daquele que está embrenhado nesse pecado, sempre sustentará esse pecado com uma atitude de incredulidade para com Deus, sem nenhum arrependimento dele. Ou seja, quando alguém tem uma atitude de credulidade evidente, não pode estar debaixo desse pecado. Assim, não há motivo para desesperar-se achando que você pecou contra o Espírito Santo e não será mais perdoado. O próprio desespero em não ser perdoado é uma mostra do quão grande desejo se tem de ser perdoado por Deus e ter a paz do Espírito. Aquele que permanece no pecado imperdoável nunca sentirá isso em seu coração impenitente e duro, nunca se preocupará se cometeu ou não esse pecado.http://www.esbocandoideias.com/2013/03/o-que-significa-blasfemia-contra-o-espirito-santo-o-pecado-imperdoavel.html

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Blasfêmia contra o Espírito Santo

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:42 am

Blasfêmia contra o Espírito Santo
Poucos tópicos bíblicos geram mais discussão do que a blasfêmia contra o Espírito Santo. Todos parecem saber que esse pecado é imperdoável, mas as opiniões diferem amplamente quanto ao que ele é. Alguns dizem que é suicídio, outros que é adultério, e ainda outros pensam que se refere à rejeição do evangelho depois que o Espírito Santo veio no dia de Pentecostes. Quase ninguém se detém para examinar os contextos das referências à blasfêmia contra o Espírito Santo. Como acontece com todos os outros assuntos, a análise disciplinada e cuidadosa do texto esclarece a confusão. Infelizmente, muitas pessoas religiosas desenvolveram o hábito de resolver os assuntos sem nem mesmo olhar para o texto, muito menos estudá-lo atentamente. Os textos relevantes são encontrados nos três primeiros evangelhos. Em Mateus 12, as afirmações de Jesus sobre blasfemar contra o Espírito Santo ocorreram quando ele curou um homem cuja possessão pelo demônio o havia feito cego e mudo. Em Marcos 3, a cura não é mencionada, mas a maioria d que Jesus disse na ocasião é. Lucas registra a cura no capítulo 11 e menciona a blasfêmia contra o Espírito Santo em 12:10.

O Contexto
"Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou,   passando o mudo a falar e a ver. E toda a multidão se admirava e dizia:  É este, porventura, o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios"
 (Mateus 12:22-24)). Note três coisas. Primeiro, Jesus curou um homem que era cego e mudo. Há simplicidade impressionante no modo como Mateus registrou o milagre: ele simplesmente disse que o homem falou e viu. Segundo, a multidão viu o que Jesus fez e começou  a concluir que ele poderia ser o Filho de Davi; isto é, o Messias. Terceiro, os fariseus ouviram o que o povo estava dizendo e decidiram que eles tinham que descobrir algum plano radical para calar a influência de Jesus. Eles o acusaram de expelir demônios pelo poder de Satanás. Eles estavam tentando neutralizar o efeito dos milagres de Jesus e impedir os outros de crerem nele. Esta era uma manobra brilhante por parte dos inimigos de Jesus porque não somente explicava suas grandes obras, mas lançava uma sombra de suspeita sobre ele. Era imperativo que ele respondesse convincentemente à acusação deles.
   
A Defesa de Jesus
"Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido  contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino? E, se eu expulso demônios por Belzebu, por quem expulsam os vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos  juízes. Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa" (Mateus 12:25-29).
   
Jesus respondeu com três pontos. Primeiro, ele mostrou que era ilógico pensar que Satanás estava lutando consigo mesmo. É difícil imaginar que o diabo pudesse ser tão tolo. Poucos procuram ferir a si mesmos, e aqueles que o fazem provavelmente não sobreviverão por muito tempo. Se, de fato, o diabo tivesse começado a atacar a si mesmo e aos seus próprios servos, então todos poderiam deixar de se preocupar com ele, porque seu reino logo desapareceria. Segundo, Jesus questionou os fariseus sobre os outros que estavam expelindo demônios. Ele estava, provavelmente, se referindo a pessoas a quem ele tinha dado o poder de expelir demônios (veja Mateus 10:1; Lucas 9:49-50; 10:1, 17). Muitos destes eram, provavelmente, filhos dos próprios fariseus. Conquanto eles pudessem levianamente acusar Jesus de expelir demônios em aliança com o diabo, certamente eles não estariam querendo dizer o mesmo de seus próprios filhos.
   
Finalmente, Jesus mostrou como sua expulsão de demônios era parte do programa do reino. A missão de Jesus era tirar pessoas do domínio de Satanás. Antes dele vir, Satanás podia, por causa do pecado, declarar que todos os homens eram sua propriedade. Jesus veio para perdoar os pecados e assim "roubar" do diabo aquelas almas que ele tinha considerado como suas possessões. Para poder roubar a casa de um valente, contudo, precisa-se primeiro amarrá-lo, antes de tirar seus bens. Isto é o que Jesus estava fazendo ao expelir demônios. Ele estava amarrando Satanás para que ele pudesse tomar as almas que tinham estado sob o controle do diabo. Este era um conflito entre dois reinos. Jesus, libertando os homens do domínio demoníaco, estava demonstrando que sua soberania era superior à de Satanás.
   
A Advertência de Jesus
"Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. Por  isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens;   mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir" 
(Mateus 12:30-32). Aqui, Jesus advertiu sobre a necessidade de decidir em que lado estar. A guerra torna a neutralidade impossível. Temos que servir a Jesus ou a Satanás.
   
Jesus também advertiu sobre o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo. Sabemos que Jesus expelia demônios pelo poder do Espírito Santo: "Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós" (Mateus 12:28). Então, quando eles o estavam acusando de expelir demônios por Belzebu, o rei dos demônios, eles estavam blasfemando contra o Espírito Santo, o verdadeiro poder através do qual estas grandes coisas estavam sendo executadas. Eles não somente testemunharam a forma humana de Jesus, mas viram a demonstração do Espírito Santo. Pode ter sido perdoável terem deixado de reconhecê-lo como um homem, mas desde que Deus tinha posto seu Espírito dentro dele (Mateus 12:18), eles não tinham desculpa.
   
Ligue estas afirmações sobre o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo com o próximo ponto que Jesus afirmou: "Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado" (Mateus 12:33-37). Jesus estava mostrando que o problema da blasfêmia é muito mais sério do que meras palavras por si mesmas. O que dizemos revela o que somos. Se alguém examina o conteúdo do balde, sabe o que está no fundo o poço. Se alguém examina as palavras que são faladas, ele sabe o que está no coração. Palavras são sinais de caráter. E isto não é verdade somente quanto a palavras de blasfêmia, é verdadeiro também quanto a palavras de confissão. Paulo escreveu: "Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre  os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação" (Romanos 10:9-10). Não é que as palavras, em si mesmas, tenham algum poder mágico, supersticioso, mas é que as palavras mostram algo mais profundo sobre nós.
   
Quando os acusadores de Jesus o acusaram de expelir demônios pelo diabo, mostraram uma profunda dureza de coração. Assim como o homem falou e viu, assim os inimigos viram o Espírito expelir demônios e falaram contra ele. Estavam tão empedernidos contra a verdade que podiam realmente testemunhar os maravilhosos milagres e santidade de Jesus e, ainda assim, acusá-lo, sem hesitar, de estar aliado ao diabo. Eles estavam extremamente cegos e corrompidos. Enquanto outras blasfêmias podiam ser perdoadas, a blasfêmia deles contra Jesus demonstrava um grau de dureza espiritual que poderia tornar impossível para eles o arrependerem-se. O problema aqui é o problema deles, não de Deus. Deus tem capacidade ilimitada para perdoar a qualquer que o busque, mas estas pessoas não tinham coração para buscá-lo. Portanto, eles nunca seriam perdoados.

Lições Práticas
Considere três pensamentos práticos. Primeiro, Jesus demonstrou uma admirável capacidade para superar objeções. Ele calmamente respondeu a cada acusação e  combinou a resposta com um importante ensinamento. Ele nunca ficava frustrado, mas sempre respondia perfeitamente. Segundo, ver milagres não mudava os inimigos de Jesus. Eles eram incorrigíveis. Nós também podemos desenvolver corações endurecidos. Hoje, alguns pensam que creriam se apenas pudessem ver Jesus vivo fisicamente na terra, novamente, e testemunhar alguma grande demonstração de poder. Estes o viram, mas isso não teve efeito. O fato que muitos hoje recusam Jesus é por causa de seus corações endurecidos, não por causa de evidência insuficiente. Finalmente, considere a importância das coisas que dizemos. Somos responsáveis por nossas palavras e atos. O que dizemos e fazemos reflete nossa verdadeira natureza. Não há nada que saia de nossa boca que não estivesse antes em nossa mente. Precisamos vigiar nossa língua... e nosso coração.

- por Gary Fisher

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O que é blasfêmia contra o Espírito Santo?

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:44 am

O Que a Bíblia Diz?
O que é blasfêmia contra o Espírito Santo?


Conforme a popularidade de Jesus crescia, seus inimigos procuravam, desesperadamente, meios para explicar seus maravilhosos poderes. Finalmente, decidiram alegar que ele expulsava demônios pelo poder do próprio Satanás (Mateus 12:22-32; Marcos 3:22-30; Lucas 11:14-23). Jesus respondeu com três argumentos e uma advertência.
Seus argumentos foram os seguintes:
1. Satanás não atacaria a si mesmo, pois ninguém luta contra si mesmo.
2. Se eu expulso demônios por Satanás, como seus filhos os expelem?
3. Para roubar a casa de um homem forte, tem-se primeiro que amarrá-lo. Expulsando demônios, estou amarrando Satanás, de modo que eu possa cumprir minha missão de resgatar àqueles que Satanás mantém cativos.
Sua advertência foi: "Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno." (Marcos 3:28-30).
O que é este pecado imperdoável? Muitos trechos ensinam que é possível ir tão longe de Deus que não se pode retornar. Paulo adverte sobre consciências insensíveis (1 Timóteo 4:2). Hebreus fala de corações endurecidos (capítulo 3) e daqueles que não podem ser trazidos de volta ao arrependi-mento (capítulo 6). João fala daqueles cujos pecados levam à morte, uma vez que eles se recusam a se arrependerem e a confessá-los (1 João 5:16-17). O próprio Jesus fala do solo que foi pisoteado e compactado ao ponto em que nenhuma semente pode germinar (Lucas 8:5). Cada passo que damos afastando-nos de Deus aproxima-nos do ponto sem retorno. Podemos perder o poder moral para mudar e voltar ao Senhor.
O problema, naturalmente, não está na vontade de Deus de perdoar o pecador (Lucas 15; 2 Pedro 3:9). Deus alegremente aceita e perdoa a todos que se arrependem. O problema está em que alguns rejeitam cada tentativa de Deus para motivar o arrependi-mento. Depois que Jesus deixou a terra, o Espírito Santo veio para revelar a mensagem final da salvação. Para aqueles que a recusam e se voltam contra o Espírito Santo, Deus não tem nenhum outro plano. Não há outro sacri-fício pelo pecado (Hebreus 10:26-31). Aqueles cujo estado endurecido faz com que recusem o rogo final de Deus, nunca serão perdoados. Esta é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Queira Deus conceder-nos corações tenros para prontamente responder à sua palavra.
-por Gary Fisher



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Re: A Blasfêmia contra o Espírito Santo

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:47 am

O Pecado para a Morte e a Blasfêmia contra o Espírito Santo

Não são poucos os pregadores de linha pentecostal que ameaçam os críticos das atuais "manifestações espirituais" de cometerem o pecado sem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo. Mas, será? O pecado para a morte é mencionado por João em sua primeira carta: 

"Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue (5.16c)".

A morte a que João se refere é a morte espiritual eterna, a condenação final e irrevogável determinada por Deus, tendo como castigo o sofrimento eterno no inferno. Todos os demais pecados podem ser perdoados, mas o “pecado para morte” acarreta de forma inexorável a condenação eterna de quem o comete, a ponto do apóstolo dizer: "e por esse não digo que rogue". E o apóstolo continua:

"Toda injustiça é pecado, e há pecado não para a morte (5.17; cf. 3.4)".

João não está sugerindo que a distinção entre pecado mortal e pecado não mortal implique na existência de pecados que não sejam tão graves assim.Todo pecado é contra o Deus justo, contra a sua justiça. Portanto, todo pecado traz a morte, que é a penalidade imposta por Deus contra o pecado. Mas, para que seus leitores não fiquem aterrorizados, João repete: há pecado não para morte (5.17b). Nem todo pecado é o pecado mortal. Há perdão e vida para os que não pecam para a morte. O Senhor mesmo convida seu povo a buscar o perdão que ele concede (Is 1.18).

O que, então, é o pecado para a morte? O apóstolo João não declara explicitamente a que tipo de pecado se refere. Através dos séculos, estudiosos cristãos têm procurado responder a esta pergunta. Alguns têm entendido que João se refere à morte física, e têm sugerido que se trata de pecados que eram punidos com a pena de morte conforme está no Antigo Testamento (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma pela autoridade civil. Ou então, trata-se de pecados que o próprio Deus puniria com a morte aqui neste mundo, como ele fez com os filhos de Eli (2Sm 2.25), com Ananias e Safira (At 5.1-11) e com alguns membros da igreja de Corinto que profanavam a Ceia (1Co 11.30; cf. Rm 1.32).

A Igreja Católica fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.

A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores, significaria abandonar a doutrina apostólica que tinham ouvido e recebido e seguir o ensinamento dos falsos mestres, que negava a encarnação e a divindade do Senhor Jesus. “Pode-se inferir do contexto que este pecado não é uma queda parcial ou a transgressão de um determinado mandamento, mas apostasia, pela qual as pessoas se alienam completamente de Deus” (Calvino).

Trata-se, portanto, de um pecado doutrinário, cometido de forma voluntária e consciente, similar ao pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, cometido pelos fariseus, e que o Senhor Jesus declarou que não haveria de ter perdão nem aqui nem no mundo vindouro (cf. Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Em ambos os casos, há uma rejeição consciente e voluntária da verdade que foi claramente exposta.

No caso dos leitores de João, a apostasia seria mais profunda, pois teriam participado das igrejas cristãs, como se fossem cristãos, participado das ordenanças do batismo e da Ceia, participado dos meios de graça. À semelhança dos falsos mestres que também, antes, tinham sido membros das igrejas, apostatar seria sair delas (2.19), e se juntar aos pregadores gnósticos e abraçar a doutrina deles, que consistia numa negação de Cristo.

Tal pecado era “para a morte” por sua própria natureza, que é a rejeição final e decidida daquele único que pode salvar, Jesus Cristo. “Este pecado leva quem o comete inexoravelmente a um estado de incorrigível embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra a própria consciência” (J. Stott).

É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma.

Alguém pode perguntar se Deus fecharia a porta do perdão se pessoas que pecaram para a morte se arrependessem. Tais pessoas, porém, não poderão se arrepender. Elas não o desejam. E além disto, o Senhor determinou sua condenação, a ponto de João não aconselhar que oremos por elas. “Tais pessoas foram entregues a um estado mental reprovável, estão destituída do Espírito Santo, e não podem fazer outra coisa senão, com suas mentes obstinadas, se tornarem piores e piores, acrescentando mais pecado ao seu pecado” (Calvino).

Notemos que nestes versículos João não chama de “irmão” aquele que peca para a morte. Apenas declara que há pecado para a morte e que não recomenda orar pelos que o cometem. É evidente que os nascidos de Deus jamais poderão cometer este pecado.

Portanto, não se impressione com as ameaças de pastores do tipo "você está blasfemando contra o Espírito Santo" se o que você estiver fazendo é simplesmente perguntando qual a base bíblica para cair no Espírito, rir no Espírito, a unção da leoa, e outras "manifestações" atribuídas ao Espírito Santo.


Postado por Augustus Nicodemus Lopes 

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Qual é o pecado contra o Espírito Santo? Pois a Bíblia diz:”Todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada.” Mat.12:31

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:49 am

Qual é o pecado contra o Espírito Santo? Pois a Bíblia diz:”Todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada.” Mat.12:31
Abaixo vejamos alguns versos bíblicos que falam a respeito de blasfemar contra, ou pecar contra, o Espírito Santo.

“E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.” – Mateus 12:32
“Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” – Marcos 3:29
“E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado.” – Lucas 12:10

Há pecados demasiadamente graves para que Deus os perdoe?
A resposta é: Errado!
Jesus veio e pagou por todos os pecados de todos os homens deste mundo. Nenhum pecado pode ser considerado indigno de perdão, exceto um!
Existe algum pecado imperdoável? Sim!
O pecado imperdoável é aquele no qual o pecador não se arrepende e não pede perdão a Deus.
Pode ser qualquer pecado!! Se por exemplo eu mentir dia após dia, não me arrepender e morrer apegado às mentiras, Deus não tem como perdoar este meu pecado, e por causa deste “pequeno” pecado, eu vou ser condenado à morte eterna.
Agora, se um estuprador, assassino, criminoso…, pense no criminoso mais odioso que você conseguir imaginar. Se uma pessoa dessas, apesar de ter cometido crimes terríveis, conhecer a Deus, se arrepender verdadeiramente e pedir perdão por todos os seus pecados, Deus estará mais do que disposto a perdoá-la e lhe dar a vida eterna!
Veja alguns versículos Bíblicos que apóiam a explicação acima:
Ezequiel 18:20-24 – ” A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá. Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.”
I João 2:1,2 – “MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”
Hebreus 4:14-16 – “Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

“MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” – I João 2:1
Veja a história de Manassés! Ela nos mostra que Deus é grande em perdoar, desde que nos arrependamos sinceramente.
II CRônicas 33:9 – ” E Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel.”
Contudo, quando ele se arrependeu e se humilhou, Deus o perdoou:
II Crônicas 33:13 – “E fez-lhe oração, e Deus se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o SENHOR era Deus.”
Ao mesmo tempo um pecado aparentemente “pequeno” não reconhecido e abandonado, apegando-se à Deus, pode se tornar um pecado contra o Espírito Santo.
Peçamos à Deus a sensibilidade para ouvir a voz do Espírito Santo e a disposição para sempre atender aos seus convites de amor.http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/pecado/qual-e-o-pecado-contra-o-espirito-santo-pois-a-biblia-diztodo-o-pecado-e-blasfemia-serao-perdoados-aos-homens-mas-a-blasfemia-contra-o-espirito-santo-nao-sera-perdoada-mat-1231/

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Re: A Blasfêmia contra o Espírito Santo

Mensagem por Lourival soldado cristão em 2nd Abril 2014, 9:53 am

O QUE É BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO



A BLASFÊMIA NO CONTEXTO BÍBLICO





O tema blasfêmia contra o Espírito Santo foi abordado por Jesus em Mt 12.22-30 em razão da oposição dos líderes religiosos de sua época em quererem profanar os feitos de Jesus, atribuindo a Satanás o milagre por Ele realizado. Jesus, no entanto, enquadra os Fariseus na transgressão das Leis cerimônias mais sagradas do Antigo Testamento. Ele afirma categoricamente que a zombaria e o desprezo pelo culto sagrado engendrado pelo Espírito Santo por parte de pessoas que lideram o culto e o fazem deliberadamente usando o nome de Deus em vão afrontam e profanam o que é de mais sagrado – o ministério do novo testamento, o ministério do Espírito Santo, o ministério da reconciliação de Deus para com os homens através da pessoa do Senhor Jesus. 



Quando Jesus fez essa afirmativa impingiu nesses líderes uma marca registrada bem conhecida no Antigo Testamento, a apostasia de Satanás através de Caim que matou seu irmão. Balaão que amaldiçoou e tentou profanar o sagrado. Core que se rebelou contra Moisés. Essa classificação de blasfêmia já era bem conhecida dos líderes religiosos do judaísmo e foi denominada por Jesus como apostasia. 



A blasfêmia aqui é dentro de contexto teológico pastoral, não se trata de crente que se desviou da Igreja. Não se trata de crente que se batizou três vezes ou voltou para a idolatria. Não se trata de crente leigo rebelde, tampouco crente que virou feiticeiro ou budista, ou kardecista. Nem ainda trata-se de pessoas que zombaram do Espírito Santo. 



O contexto próximo, isto é, os versículos que veem antes e depois reportam exclusivamente a atitude deliberada de oposição ao reino espiritual do evangelho por pessoas que lideravam a religião judaica. 



Jesus foi morto seis dias depois de expulsar os vendedores do templo e os acusou de ter transformado a casa de oração em covil de ladrões. A presença de vendedores nos arredores do templo era um mal necessário, pois o judeu viajante não podia trazer sua oferta pela moeda pagã, precisava trocar pela moeda judaica, como também a comodidade de comprar um animal perto do templo. 



Ocorria que toda transação comercial ao redor do templo tinha que ter a chancela dos sacerdotes e a eles era repassado propina de tudo que era comercializado. Ao denunciar e expulsar os vendedores, Jesus arrumou grande encrenca, pois mexeu no bolso dos sacerdotes. Foi a gota d'Água para transbordar o ódio dos líderes religiosos, que detinham o poder no Sinédrio para julgar, condenar e matar. 



Não só esse fato denota a preocupação de Jesus em alertar as ovelhas para ter cuidado com os lobos devoradores e mercenários que permeiam o meio religioso, como também todo escopo dialético de seus sermões segue uma linha doutrinária de advertência para os crentes e repulsa pela ação dos obreiros fraudulentos.



Jesus teve asco desse tipo de líder religioso que usa o nome de Deus em vão transgredindo o III mandamento do decálogo. Usar o nome de Deus em vão para seu próprio interesse e não o interesse do reino de Deus, interpretando a bíblia de acordo com a própria conveniência é um pecado que deve ser combatido veementemente nos ensinos do Novo Testamento.



Em todo seu ministério Jesus dedica boa parte de suas homilias nesse tema: acautelai-vos dos falsos profetas dos fariseus, dos falsos líderes religiosos que veem com pele de cordeiro, mas são lobos devoradores.



Há uma doutrina bem articulada em cadeia de temas sobre esse assunto em todo o Novo Testamento, começando por João Batista que denunciou os fariseus e Saduceus chamando-os de raça de víboras, passando por Jesus que rechaçou a apostasia em seus discursos. Paulo, João e Pedro vão na mesma direção e classificam os obreiros fraudulentos como os que seguem a apostasia, são nuvens sem águas, estrelas errantes, árvores infrutíferas, duas vezes mortas.



Em Mt 7.15 Jesus adverte os discípulos com alerta de emergência: acautela-vos dos falsos profetas. Ele afirma que uma árvore boa não pode dar maus frutos e pelos frutos nós podemos conhecer. No versículo 21 Jesus adverte dizendo: nem todo religioso entrará no reino de Deus, mas aquele que faz a vontade de Deus.. 



No versículo 22 do capítulo 7 de Mateus Jesus disse com todas as letras que muitos pregadores fariam milagres, suas mensagens salvariam muitas pessoas, mas eles mesmos não entrariam jamais no reino de Deus. 



No versículo 11 do capítulo 8 Jesus disse que muitos que se gloriavam por ter a chave do céu, pensando ser detentor do monopólio eclesiástico seriam lançados nas trevas exteriores e pessoas desconhecidas e de longe seriam congregadas ao reino de Deus sentando a mesa com Abraão.



Em Mt 10.16 Jesus nos envia para trabalhar como ovelhas no meio de lobos. Essa advertência denota a preocupação de Jesus nos alertando sobre pessoas perigosas no meio do seu povo. Neste mesmo capítulo e versículo 34 Jesus chama os líderes religiosos de raça de víboras alusão à tentação do Éden, a síndrome de Satanás. Quando alguns deles reivindicam para si a exclusividade do sacerdócio religioso de sangue e de genealogia, Jesus os chama de filhos do diabo, pois corre em suas veias a síndrome de Satanás. 



Jesus os qualifica de condutores cegos que honram a Deus com suas palavras, mas seus corações estão longe de Deus. Inventam uma doutrina nova para arrancar dinheiro do povo e devoram até a casa das viúvas pobres.



Jesus chega a afirmar nesse contexto que a árvore que ele não plantou será tirada, deixando implícita a rejeição desses falsos líderes, portanto a apostasia, o mesmo que blasfêmia contra o Espírito Santo.



Em Mateus 16.6 mais uma vez usa a palavra acautelai-vos e no contexto qualifica tais obreiros de geração má e adúltera.



A parábola da figueira estéril em Mt 21 é um quadro ilustrativo da rejeição dos que não querem voltar ao primeiro amor e não podendo mais produzir bons frutos se tornam fortes candidatos a rejeição.



Em Mt 23 Jesus censura os escribas e fariseus na mesma linha do Profeta Isaías proferindo sentenças condenatórias imprescritíveis e inafiançáveis aos que se opunham a doutrina sadia do evangelho de Jesus. Isaías foi morto por denunciar os líderes religiosos associados com a política da época e refutou suas religiosidades que estavam desprovidas da verdadeira piedade. 



Em Isaías 58 diz qual é o jejum que Deus se agrada? é aquele que despedaças a atadura da impiedade, da opressão para com os mais pobres, que repartas o pão com o faminto, cubra o nu e ajude o necessitado. Essa profecia contra os líderes da época de Isaías ficou famosa com os ais do profeta.



Jesus segue a linha de Isaías e desencadeia os ais contra os líderes religiosos do judaísmo. Ai dos escribas e fariseus que pensam ter a chave do céu, não entra no céu e tentam impedir que outros entrem. Ai deles porque devoram os pobres e as viúvas. Ai deles porque são condutores cegos. Ai deles porque juram pelo céu e pelo templo, mas somente para profaná-los. Ai deles porque são hipócritas perdendo tempo com costumes periféricos e esquecem da verdadeira doutrina. Ai deles porque o vaso da liturgia religiosa está brilhando por fora, mas por dentro está podre. Ai deles que parecem sepulcros pintados por fora, mas podres por dentro. Ai deles porque se justificam perante os homens com pretexto de santidade. 



No capítulo 24 Jesus adverte sobre os sinais dos tempos nos últimos dias. Um dos principais sinais ou um dos primeiros é a proliferação de falsos profetas no meio do povo de Deus. 



Você caro leitor pode assimilar tudo que foi escrito até aqui no evangelho de Mateus e aplicar para os líderes de hoje, você pode enquadrar aqueles que não mais pregam a sã doutrina, mas buscam apenas seus interesses medíocres, principalmente os de acumular riquezas, fama, glória, holofote e poder eclesiástico.



Jesus repudiou o poder político, quando afirmou que o seu reino não era deste mundo. Repudiou o uso indevido do poder eclesiástico quando repudiou o monopólio dos Escribas e Farizeus que ostentavam ter a chave do reino de Deus, além de não entrarem no reino de Deus se tornaram empecilho para outros entrarem. 



Jesus repudiou o holofote ao rechaçar a gana do Fariseus e Saduceus pelos primeiros assentos. Não aceitou bajulação, mas veio para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. 



Jesus enalteceu o caráter de João Batista como homem inigualável por sua capacidade de reconhecer a grandeza de Jesus e sua própria debilidade. João Batista não reivindicou honraria, título, posto eclesiástico. Reivindicou a função de canal de benção para as pessoas. João afirmou ser a voz que clama, ele reconheceu que Jesus era a palavra viva, o verbo vivo, e João apenas uma voz. O slogan do ministério de João Batista era seguinte: “importa que Jesus cresça na mesma medida em que eu diminua”. 



Jesus cresceu em graça e conhecimento, mas o segredo do seu ministério foi a forma com atuou. Os falsos profetas buscam glória e estratégias para suplantar, Jesus usou a simplicidade e amou apaixonadamente as pessoas, principalmente o povão da periferia, alijado dos projetos políticos sociais.



A parábola do bom Pastor retrata a importância do ministério de Jesus como pastor que ama a ovelha desinteressadamente, mas ao mesmo tempo faz questão de ressaltar o cuidado que se deve ter com o ladrão. Há quem interprete o ladrão como o diabo. Mas no caso dessa parábola não cabe a interpretação. O ladrão aqui é o falso pastor, é o falso profeta. É aquele que mata a ovelha para comer ou para vender. É o que estamos vendo nos dias de hoje. A espoliação do povo em nome da teologia da prosperidade que procura arrancar dinheiro do povo a qualquer custo com pretexto de que a finalidade é pertinente.



Nós como protestantes, devemos protestar contra os que usam o nome de Deus em vão e transgridem o III mandamento usando o nome de Deus para o seu próprio interesse e não o interesse do reino de Deus. 



Jesus disse: todos os que vieram antes de mim são ladrões e salteadores, observe que não se trata do diabo. Ainda que o diabo é ladrão, mas não nessa parábola. Jesus se referiu as pessoas que usaram títulos eclesiásticos com promessas falsas de messianismo para reforma do judaísmo e do cristianismo. 



O mesmo termo é usado na purificação do templo ao classificar os dirigentes do templo como ladrões. Vós transformastes minha casa em covil de ladrões.



No contexto de João 10 o ladrão é classificado como mercenário. Pedro em sua II epístola capítulo 2 e versículo 15 enquadra o profeta Balaão como mercenário que amou o prêmio de Bozor. Ele é classificado com Judas e Core na Epístola de Judas e os três são assemelhados a manchas nas festas religiosas, nuvens sem água, árvores infrutíferas, duas vezes mortas, destinados ao fogo eterno, portanto apostataram da fé e foram rejeitados, por isso blasfemaram contra o espírito Santo, pois usaram a função para profanar o sagrado. 



Em Marcos 7 Jesus rechaça a hipocrisia dos Fariseus acusando-os de honrar a Deus com os lábios, mas seus corações estão longe de Deus. Ao fazer esse comentário Jesus interpretou a profecia de Isaías como sendo dirigida a eles. No mesmo capítulo Jesus afirma que os líderes da época invalidavam o mandamento de Deus para preservar tradições e comentários paralelos a Lei. 



Jesus disse para os fariseus que o que contamina é o que sai do homem não o que entra. E que eles lavavam vasos e jarros e tinham toda aquela preocupação com o ritual, mas o interior destes vasos estava podre. O trocadilho irônico era pertinente, pois eles realmente se tornaram religiosos de casca. 



Os maus pensamentos, o adultério, a prostituição, o homicídio, a avareza, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, o orgulho, segundo Jesus eram ingredientes que saiam de dentro do coração daqueles religiosos destilando veneno ás pessoas que os cercavam. 



Os discípulos de Jesus são advertidos sobre o fermento dos Fariseus que buscavam milagres e sinais mirabolantes para impressionar o povo. Jesus afirmou em Mc 8 que nenhum sinal seria dado aquela geração. Jesus não reivindica para si poder espiritual para impressionar pessoas, pois ele é o verdadeiro poder.



A espiritualidade dos fariseus e Saduceus era uma espiritualidade de aparência emocional para impressionar o povo. Jesus não grita, não esmurra púlpito, não sapateia, mas suas palavras penetram profundamente nas pessoas e elas são impactadas pelo poder de suas palavras. 



Quando Jesus aborda sobre o tema escândalo em Mc 9.42 está associando movimentos religiosos que usam o nome de Deus. E pode até usar, mas com responsabilidade. O fato de alguém estar num segmento religioso do qual não faz parte do meu convívio, não significa que devo descartá-lo. Haverá um julgamento para cada segmento religioso, aliás o julgamento já é feito. 



O escândalo estará sempre seguindo aqueles que usam o nome de Deus em vão. Jesus disse: Ai daquele que escandalizar pessoas simples e humildes. A sentença para quem escandaliza o evangelho é penosa e sem escapatória. Na concepção de Jesus o lago de fogo espera pelos que causam escândalo. E partindo daqueles que detém o monopólio religioso a coisa fica muito pior, porque Jesus disse que aquele que mais ensina, dele será mais cobrado. Aquele que mais prega, que mais administra as riquezas espirituais do reino de Deus terá um julgamento mais apurado, menos tolerante. 



No capítulo 12 de Marcos quando os Fariseus e Saduceus o interrogaram acerca do tributo romano, Jesus responde afirmando que eles estavam acostumados a tentar a Deus. Esse mandamento foi firmado por Moisés em Dt 6.16, transgredido por Adão no Éden e aprovado por Jesus no deserto. Jesus disse para Satanás: Não tentarás o Senhor teu Deus, pois está escrito na Lei.



A tendência dos líderes religiosos transgredirem esse mandamento é proporcionalmente maior do que em leigos, pois o fato de lidar todos os dias com a administração religiosa propicia uma calosidade em que a sensibilidade pode ser pulverizada na medida em que quem lidera o ritual se apodera de uma coisa que não lhe pertence. 



O poder e a glória pertencem a Deus, nós apenas administramos e quando rotineiramente lidamos com isso, somos tentados a nos apoderar de um título que não é nosso, de uma vocação que foi outorgada. Muitos por não saber diferenciar esse limite caem no erro e perdendo a sensibilidade tentam a Deus. 



Tentar a Deus é confiar que mesmo no erro Deus nos dará o escape, pode até acontecer, mas até quando? Até quando a taça vai transbordar. Até quando pessoas usarão o nome de Deus e ficarão impunes. Nesses últimos dias Deus tem exortado seus lideres a buscar a conversão, como o antigo Testamento exortou os sacerdotes. No Novo Testamento João batista exortou os Fariseus dizendo: arrependei-vos e convertei-vos, produzi ,pois frutos dignos de arrependimento e não presumais em vós mesmos dizendo: somos filhos de Abraão, temos o monopólio do reino de Deus.



Aqui há um forte indício de tentar a Deus, pois a pessoa passa a confiar num título religioso que não lhe pertence, foi outorgado por Deus, mas pode ser tirado a qualquer momento e a pessoa ao se descuidar disso pode cair no erro de que nada de mal lhe sobrevirá. Essa pessoa pode tentar a Deus como aquele que acelera seu carro a 180 km por hora. Ou aquele que sofrendo de diabete come uma rapadura sozinho. O mesmo que brincar com o pecado. O mesmo que abusar da bondade de Deus. O mesmo que abusar das prerrogativas. As prerrogativas são boas, mas não devemos abusar delas, pois assim estaremos tentando a Deus, cometendo um pecado que Jesus repudiou perante Satanás. 



Satanás tentou a Deus quando por ocasião de sua audaciosa conspiração quis se assentar no trono do altíssimo. Sua tentativa foi uma atitude de tentar a Deus, além da soberba que brotou do seu coração. Por isso Paulo nos adverte para não separarmos obreiros despreparados para que não caiam na condenação do Diabo.



Na conclusão do evangelho de Marcos Jesus fala de sua vinda e faz questão de reforçar como nos outros evangelhos que um dos sinais evidentes de sua vinda é a proliferação de falsos profetas, falsos cristos, enganadores, fundadores de religião. 



A traição de Judas é um indício da síndrome de Satanás. Ele como um dos príncipes do Senhor Jesus se tornou traiçoeiro e mercenário, pois, vendeu o que não se pode vender: a confiança e a fidelidade. Pedro afirma em atos que o salmista já havia falado a respeito de Judas no salmo 109 dizendo: 6.põe acima dele um ímpio, e Satanás esteja a sua direita. 7.quando for julgado saia condenando; e em pecado se lhe torne a sua oração. 8.Sejam poucos os seus dias, e outro tome seu ofício. 9.Sejam órfãos os seus filhos, e viúva sua mulher. 13. desapareça sua posteridade e fique deserta sua habitação.



Judas é citado por Jesus como filho da perdição. Pedro e Judas classificam os ministros do evangelho que entraram pelo caminho da apostasia como Apóstolos de Satanás. E a sentença é atribuída a eles com bastante rigor. São como cães que engolem o próprio vômito, ou a porca que volta a lama. A comparação é pertinente, pois, a blasfêmia caminha com apostasia que caminha com a rejeição. 



A blasfêmia contra o Espírito Santo no estudo do Novo testamento ganha um escopo doutrinário bem específico para o ministério eclesiástico, com a finalidade de preservar os crentes alertando-os a luz das escrituras e alertar os líderes religiosos para que não entrem por esse caminho, pois pode ser um caminho sem volta. O caminho de Balaão e de outros que profanaram o sagrado usando a função eclesiástica.




Postado por Pastor Jesiel Padilha às 06:36 

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Re: A Blasfêmia contra o Espírito Santo

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